quarta-feira, julho 13, 2011

No respect II

Qualquer pessoa que um dia tenha perdido alguém que não queria por nada perder, sabe como é passar os meses seguintes, os anos seguintes, à procura de semelhanças nos outros. Pode ser o olhar, a forma de andar, de sorrir, de mexer no cabelo... e como é difícil superar essa perda e essa procura que à partida se sabe insana, mas também incontrolável. Daí que a publicação, hoje, num jornal do destino dado aos órgãos de alguém que faleceu é o anúncio de que o jornalismo bateu no fundo do mais fundo que pode haver. Dá vontade de espancar alguém.

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