
segunda-feira, maio 29, 2006
Saudade

domingo, maio 28, 2006
This is the last time
That I will say these words
I remember the first time
The first of many lies
Sweep it into the corner
Or hide it under the bed
Say these things they go away
But they never do
Something I wasn't sure of
But I was in the middle of
Something I forget now
But I've seen too little of
The last time
You fall on me for anything you like
Your one last line
You fall on me for anything you like
And years make everything alright
You fall on me for anything you like
And I no I don't mind
This is the last time
That I will show my face
One last tender lie
And then I'm out of this place
So tread it into the carpet
Or hide it under the stairs
Say that some things never die
Well I tried and I tried
Something I wasn't sure of
But I was in the middle of
Something I forget now
But I've seen too little of
The last time
You fall on me for anything you like
Your one last line
You fall on me for anything you like
And years make everything alright
You fall on me for anything you like
And I no I don't mind
The last time
You fall on me for anything you like
Your one last line
You fall on me for anything you like
And years make everything alright
You fall on me for anything you like
And I know I don't mind
quarta-feira, maio 24, 2006
Hilda Hilst: Cartas de um sedutor
terça-feira, maio 23, 2006
sexta-feira, maio 19, 2006
Energúmeno
Cannes

quinta-feira, maio 18, 2006
Vilar de Mouros - 35 anos

quarta-feira, maio 17, 2006
Última oportunidade
terça-feira, maio 16, 2006
Top ten dos teimosos nacionais
1. José Sócrates, primeiro-ministro
2. Felipe Scolari, treinador de uma fatia da Selecção
3. Marcelo Rebelo de Sousa, professor-comentador do que lhe meterem na mesa
4. Jorge Nuno Pinto da Costa, dirigente do grande FCP
5. Manuel Maria Carrilho, político incompreendido
6. Rui Rio, Presidente da Câmara do Porto e porventura o mais sério do país
7. José António Saraiva, director do futuro semanário "Sol"
8. Souto Moura, ainda e enquanto o deixarem, procurador geral da república
9. Mário Dorminsky, visão sempre multiplicada por altura do fantas
10. Belmiro de Azevedo, que ensinou o povo a dizer OPA
Fogo cruzado na autarquia
quinta-feira, maio 11, 2006
Paredes de Coura, 14º round

Paredes de Coura é o único festival que a partir de determinada altura passa a fazer parte da família: pelo cartaz, pelos promotores, pelo ambiente, pelo cenário, pelo imenso e indizível resto. É sempre bom, mesmo quando chove. E já houve alguns anos em que não parou de chover. É sempre bom, mas quando chove o João Carvalho fica triste e não conseguimos não ficar tristes com ele. É sempre bom, mesmo quando algumas bandas são repetidas. Quem não gostaria de ver os Flaming Lips outra vez? Os Arcade Fire?
quarta-feira, maio 10, 2006
Scolari vs Quaresma
domingo, maio 07, 2006
Pele
Uma história demasiado boa para um filme razoavelmente deficiente. "Pele", adaptação da obra de Henrique Galvão, com argumento de Carla Batista e realização de Fernando Vendrell, decorre na Lisboa de pé já colocado na revolução. A Lisboa da classe alta, em 1972.
"Pele" poderia ser um belíssimo retrato do país nos anos 70. Mas não é. E é pena. Porque o país no limbo da revolução é um manancial interminável e apetecível.
sábado, maio 06, 2006
Baby Dee

Não é todos os dias que se assiste a um concerto como o da singularíssima norte-americana Baby Dee, artista deslumbrada com o facto de lhe terem oferecido uma senha de almoço. Homem transformado em mulher de cachos de caracóis ruivos; mulher de preto e pantufas rosa a transformar a tristeza em ironia. Ao piano, diante da arpa, com o acordeão nos braços e a voz a espetar o coração - o nosso. E as gargalhadas alucinadas, repetidas a dizerem como ela disse: "Não se assustem, está tudo bem, faz tudo parte do show". Foi ontem, numa Casa das Artes, em Famalicão, transformada em cabaret. E foi único.
sexta-feira, maio 05, 2006
Saudades
quinta-feira, maio 04, 2006
SMS
sábado, abril 29, 2006
Moonspell


Até poderiam ser mais, mas o número anunciado foi 666. 666 almas em transe durante quase duas horas no Hard Club, em Gaia, a assistir ao início da tournée dos Moonspell, banda nacional de heavy metal a apresentar o seu sétimo álbum, "Memorial". E eu lá no meio, em transe com o transe dos outros, a perguntar-me o que estava ali a fazer e depois timidamente rendida ao palco-altar diante do qual as almas citavam de cor, qual oração, a poesia de Fernando Pessoa.
Uma nuvem negra no chão de cabeças sincronizadíssimas como um baloiço para a frente e para trás, os braços erguidos ao deus-vocalista Fernando Ribeiro, que lhes dizia que sim, que eles são os maiores e que só por eles alteraram o alinhamento, que hão-de voltar a encontrar-se noutros palcos, noutros altares. E eles, os braços, a exibir códigos de rituais que só eles saberão, o peito e as mãos abertas a acolher as dádivas que perpetuarão na memória o momento: as baquetas do baterista, as punheiras deste, a t-shirt do outro. E no fim de tudo, da batalha musical repercutida com a força de uma bola de fogo disparada a toda a velocidade contra os corpos, eles saem, ordeiros, e deixam-se arder, talvez por dentro, em combustão lenta.
(Os amigos-amigos-mesmo não têm medo de nos levar; os amigos-amigos-mesmo fazem com que não tenhamos medo de ir; apresentam-nos ao inóspito de que julgamos não gostar só porque desconhecemos e enriquecem-nos.)