quinta-feira, abril 19, 2012
Es.col.a
O Executivo de Rui Rio no seu melhor estilo. Eu até já me tinha esquecido de como era, mas de repente lembrei-me de tudo. Doze anos sem aprender nada.
sexta-feira, setembro 04, 2009
O ginásio de Rui Rio
segunda-feira, maio 05, 2008
O handicap de Rui Rio
Manuela Ferreira Leite vs Rui Rio
Manuela Ferreira Leite in Expresso, sábado, 3 de Maio
"A dra. Manuela Ferreira Leite tem o perfil de que o PSD precisa neste momento."
Rui Rio in Jornal de Notícias, domingo, 4 de Maio
terça-feira, janeiro 22, 2008
O Bolhão na Assembleia Municipal

Há vacinas contra quase tudo; dificilmente alguém conseguirá inventar uma para evitar o curso que sempre segue a Assembleia Municipal do Porto. Teria que ser inventada uma vacina contra a estupidez e a Ciência, infelizmente, nunca irá tão longe.
Ontem, o tema era o Bolhão. Mas nem importa o assunto; importa quem o discute. Ou quem finge que o discute. Não importa porque os cidadãos são sempre o mais importante (claro, claro, é para isso que eles lá estão, que lá estamos). Mas são os cidadãos quem menos falam. Aguentam ali, estoicamente, três, quatro horas (às vezes mais), a assistir àquele desfile de vaidades, de egos mal amanhados, discursos vazios de deputados que, na sua esmagadora maioria, são incapazes de conjugar dois tempos verbais de forma correcta (que raio, é assim tão difícil?). Aliás, diria que em nenhum outro local a Língua Portuguesa é tão mal tratada. Mas eles, cheios de si e dos seus fatitos adornados com gravata, pedem e pedem e pedem para falar. Para - como disse Rui Rio e bem - discutir o sexo dos anjos. Mas não há quem os pare. Chega a parecer uma sessão de terapia.
Além dos habitués, como Manuel Monteiro (PSD), espécie de Mr. Bean, só que com menos piada e mais paleio (caso digno do Guiness na modalidade: 'Quem acha mais piada a si próprio'), há os novatos, imberbes que da política só conhecem o desejo de ascender através dela. De vez em quando aparecem. Inchados. E é preciso – juro! – colocar o cinto de segurança. Dois exemplos à Direita (da próxima vez, falo da Esquerda): Paulo Dias (PSD), com aquela voz de garganta inflamada (mais ou menos como quando tentamos falar com um caramelo colado ao céu da boca) a fazer pausas acertadas (não assertivas) como se estivesse a fazer stand-up e, por isso, a dar espaço para as reacções do público, e acentuar as frases no final à la Professor Marcelo, é desastroso. Sobra-lhe em pose (pose que, apesar de tudo, não chega a ser suficiente para perder o ar de rapaz da escola) o que lhe falta em conhecimento. Chega a ser embaraçoso (estou a especular, mas especulo com esperança) para quem está na bancada do Executivo. Porque eles querem sublinhar as ideias do seu partido, defendê-las, mas não fazem a mínima ideia, tantas vezes, demasiadas vezes, do que estão a dizer. Perfil onde, aliás, encaixa, também, na perfeição, Miguel Barbosa (PP). Coitado, o rapaz lá tentou duas ou três vezes começar a frase à la Gato Fedorento: “Dizem que temos uma espécie de Oposição…” e tal…. Mas além de não ter tido particular piada, enterrou-se em ignorância até ao pescoço ao dizer que o Bolhão é obsoleto (um rapaz centrista devia ser um bocadinho mais culto, mais viajado, mais informado…) e que o que os comerciantes querem mesmo é dinheiro. Que dessa forma lá se calariam e esqueceriam o que o local tem de emblemático ou lá o que os move. Que para ele tanto faz.
Os três senhores partilham um interessante denominador comum: todos quem ter piada. Terão sido eles a enganar-se no local ou eu? Ou as pessoas que esperam horas a fio para em 30 minutos divididos por meia dúzia, ou mais, poderem expor – não resolver – os seus problemas?
Depois, há Aguiar-Branco. José Pedro Aguiar-Branco (PSD). O homem do cronómetro e do martelo. Que dá e tira o tempo e decide o que é, ou não, insultuoso. Ontem, o presidente da AM decidiu que meandro – sim, eu disse meandro – é um insulto. E que o senhor em questão, comerciante do Bolhão, estava proibido de o repetir. Confesso que ouvi aquilo e pensei: Será que também este quer ter piada? Mas não, queria mesmo dizer o que estava a dizer. Que "meandro", cujo significado é enredo, intriga, é um insulto. E o homem, o outro, ali, inseguro na sua escolaridade, a pedir desculpa a tremer, a suar, a abreviar o protesto. Nada de novo. A política actual - longe de ser só esta, desta autarquia - é isto.
P.S.: Há muito tempo que tenho vontade de revelar os bonecos – literalmente, bonecos - que cada vereador e cada deputado me faz lembrar de cada vez que os vejo ali. Hoje, revelo apenas dois. E nem sequer é porque tenham sido relevantes para a discussão. Não foram. Nunca são. A diferença é que às vezes falam. Nem sequer foi o caso. Mas hoje apetece-me dizer quem vejo quando os vejo.
Matilde Alves, a vereadora da Acção Social, é a Barbie. A única boneca que nunca teve direito a pilhas, a uma evolução tecnológica qualquer que a fizesse ser mais do que um objecto de decoração dela própria. Que nunca teve a direito a mudar de expressão; só de baton.
Gonçalo Gonçalves, vereador da Cultura, é Humpty Dumpty, aquele ovo inventado por Lewis Carroll (a da Alice no País das Maravilhas) que tentava a todo o custo equilibrar-se em cima do muro. Que enrola as palavras, mas não domina os seus significados, tentando com isso enrolar os interlocutores. "Humpty Dumpty argumenta com Alice que as palavras significam exactamente aquilo que ele "quer que elas signifiquem", por isso importa saber quem manda para que se decida qual o significado que as palavras irão ter.
Ontem, durante quatro horas, ambos pareceram dois bonecos numa prateleira da Toys’r’Us, lado a lado, inertes, inúteis, desumanos.
terça-feira, dezembro 11, 2007
Crónica de um triste espectáculo
Na assistência, estavam os resistentes que se barricaram no Rivoli. Sozinhos, como se não passassem afinal de um bando de loucos que cismou que o Teatro tem outras obrigações. Os únicos que sabiam o que estavam realmente ali a fazer e a dizer; os únicos que fizeram as perguntas certas. Tarde demais. Já não havia quem lhes pudesse responder. E estava também o povo da cidade. Gente que não tem nada a ver com nada, mas que vai ali como quem ia, em tempos idos, ao Coliseu de Roma. Ver um espectáculo selvagem. Não lhes importa o assunto; importa o quanto se divertem com aquele circo. É um circo.
terça-feira, junho 26, 2007
Prós & Contras II
Prós & Contras
sexta-feira, junho 22, 2007
Fosse só o Rivoli....
E depois, a cultura de Rui Rio não é só La Féria; não é só um lençol vazio. É, também, um improvável concerto dos Keane que a Câmara, vá lá saber-se porquê, decidiu promover em Agosto.
Viva Rui Rio! Viva!
quinta-feira, junho 21, 2007
Rui Rio, the big brother
terça-feira, março 27, 2007
Exercício de cidadania II
domingo, fevereiro 25, 2007
O Porto visto de Lisboa III
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Falso referendo
"Por penosa falha técnico-informática esteve ontem visível no novo espaço Consulta deste site, durante mais de meia hora, a desagradável pergunta “Concorda com a política de oposição do JN à Câmara do Porto, se realizada por opção do director, desde os primeiros dias do mandato e sujeita a desmentidos legalmente consagrados?”
Novo referendo
Concorda com a política de oposição do JN à Câmara do Porto, se realizada por opção do director, desde os primeiros dias do mandato e sujeita a desmentidos legalmente consagrados?

