Poderia ser o asteróide que traria o fim do mundo. Mas ainda não é desta. Catorze milhões de quilómetros de distância da Terra é demasiada distância. Talvez em 2029, com um voo a 22 mil quilómetros. Ou em 2036...
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quarta-feira, janeiro 09, 2013
sábado, outubro 20, 2012
Halley miracle
Hoje é aquela noite maravilhosa em que o cometa Halley nos concede desejos, um por minuto. É noite de estrelas cadentes. Sabe-me sempre a milagre, mesmo quando não consigo ver nenhuma, o que me acontece demasiadas vezes em noites assim.
A época da chuva de estrelas é conhecida por orionídas, porque fica na direcção da constelação de Órion. É para lá que devemos olhar. É fácil, é a constelação que tem sempre estrelas mais brilhantes, três delas juntinhas, são as Marias. Mantas a postos, olhar pendurado no céu. Como dizia Raul Brandão, é "um intervalo de vinte minutos para sonhar".
segunda-feira, junho 04, 2012
Trânsito de Vénus. Até 2117
O planeta Vénus vai passar em frente ao Sol, terça e quarta-feira. O acontecimento é raro e só voltará a acontecer em 2117.
A passagem do planeta Vénus em frente do Sol, fenómeno conhecido como "trânsito de Vénus", só ocorre quando o planeta passa directamente entre o Sol e a Terra, uma vez que a órbita de Vénus não está alinhada com a da Terra. Desde que há registo - século XVII, quando foram inventados os primeiros telescópios - Vénus deslocou-se pela frente do Sol em seis ocasiões (1639, 1761, 1769, 1874, 1882 e 2004).
Em 2004, o trânsito ocorreu a oito de junho e foi registado por observadores da "European Space Agency" ESA, em Portugal. Desta vez, Portugal encontra-se na zona onde o trânsito não é visível.
quarta-feira, dezembro 14, 2011
As minhas noites preferidas... Noites de estrelas cadentes
Ao longo do ano, há várias picos de chuvas de estrelas. São mais conhecidas as Perseidas, no Verão, quando a órbita descrita pela Terra atravessa uma região do espaço onde há uma grande concentração de poeiras que ali foram deixadas pela cauda do cometa Swift- -Tuttle, quando por ali passou. As que dão origem às Gemínidas, nesta altura do ano, provêm do asteróide Phaeton.
Os meteoros são pequeníssimos grãos de poeira, muitos deles menores do que grãos de areia, outros maiorzinhos. Quando a Terra passa em zonas do espaço com concentrações destas partículas, estas penetram na atmosfera a cerca de 59 quilómetros por segundo e acabam por arder e volatilizar-se, dando origem ao característico rasto luminoso.
DN
sábado, outubro 08, 2011
Chuva de estrelas
A fricção com o ar faz com que essa poeira esquente e se volatilize, gerando o fenómeno das estrelas cadentes, flechas de fogo incandescentes. O cometa 21P/Gicobini-Zinner retorna a cada 6,6 anos à proximidade da Terra e do Sol. A sua última passagem remonta a 2 de Julho de 2005. A próxima está prevista para 11 de Fevereiro de 2012.
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Eclipse Lunar total
Amanhã, durante a madrugada, teremos eclipse lunar total.
Em Portugal, poderá ser visto durante pouquinhos minutos (algures entre as 7h41 e as 7h51). O fenómeno começa às 5h29 e duas horas depois atingirá o seu pico, quando a sombra da Terra cobrir por completo a Lua. Durante o eclipse, a Lua poderá não desaparecer totalmente. Os raios solares, reflectidos na atmosfera terrestre, irão dar uma cor alaranjada que pode variar entre tons claros e escuros, dependendo do estado de poluição da atmosfera. A NASA vai transmitir em directo.
sexta-feira, agosto 13, 2010
Estrelas, só as do tecto do quarto
No ano passado foi assim...
Afinal, não houve planetas tangíveis, próximos - nem Júpiter nem Marte nem Vénus. Mas quem quer ficar a olhar para o tecto quando pode olhar para o céu? Houve estrelas. Tantas. Estrelas como pirilampos. Todos ali no céu. Como se estivessem a fazer malabarismos com tochas de fogo só para ficarmos mais felizes. Podia ser o Alentejo, aquele céu. Os pirilampos são como as estrelas: vêem-se melhor em Agosto. Só que são mais raros. Cada vez mais. E, claro, não é no céu distante que voam. Ao contrário das estrelas, a luz dos pirilampos é luz de reconhecimento, de enamoramento. Os pirilampos voam pouco, mas ainda assim, mais do que as pirilampas, que são mais pesadas. Em compensação, elas, as pirilampas, brilham mais, para poderem ser vistas por eles. Brilham mais quando querem acasalar. Estratégia de sedução. Ontem, parecia que todas as estrelas do céu estavam apaixonadas. Como se fossem pirilampos. Apeteceu-me entrar ali, em silêncio, descalça e às escuras. De mãos dadas. No céu.
Este ano... só nuvens. E gaivotas. Um céu em greve. Sobraram as mãos. Dadas.
quinta-feira, agosto 12, 2010
Noite de estrelas cadentes
Esta noite é noite de chuva de meteoros. Uma chuva luminosa favorecida por estarmos em fase de lua nova e que deve ser particularmente visível em Portugal depois da meia-noite.
Fenómeno conhecido por Perseidas - devido ao facto de os meteoros surgirem de um ponto na constelação de Perseu onde esta se aproxima da constelação de Cassiopeia - tem origem no facto de a cauda do cometa Swift-Tuttle intersectar a órbita da Terra nesta altura do ano. Atendendo à velocidade a que se deslocam - 59 quilómetros/segundo -, até a mais pequena partícula de poeira espacial produz um rasto de luz.
Antes da hora de apogeu, geralmente por volta da uma hora às duas da manhã, logo por volta das 21 horas sucede um momento poético em que se poderão ver algumas estrelas cadentes, antecâmara da exuberância dos meteoros que, segundo astrónomos da NASA, devem atingir este ano a cadência de um por minuto. Mais optimista, o responsável de uma associação de astronomia britânica, Robin Scagell, estimava que "num céu não contagiado por poluição luminosa podem ser vistos até 80 meteoros por hora, o que inclui os mais fracos".
Este é um espectáculo para ver longe da luz das cidades - quanto mais escuro estiver, melhor se poderá ver a trajectória dos meteoros. Mas quem não pode sair do espaço urbano e da poluição da luz artificial, que não desanime. Ainda que muitos dos meteoros e estrelas cadentes passem despercebidas, as Perseidas não deixarão de ser visíveis.
Fenómeno de carácter regular, sucede todos os anos na primeira quinzena de Agosto, atingindo o seu apogeu na noite de 12 para 13. E este ano há um bónus: Marte está a aproximar-se da Terra, tornando-se particularmente visível e brilhante o Planeta Vermelho. Este deverá ser visível mesmo a olho nu, o que se deve ao facto de as órbitas da Terra e de Marte estarem a convergir, devendo o grau máximo de aproximação ocorrer a 27 de Agosto. Os centros dos dois planetas estarão a 55 758 006 quilómetros um do outro, a menor distância dos últimos 59 619 anos, escrevia ontem a BBC. O director do Observatório Astronómico de Lisboa, Rui Agostinho, referiu à Lusa que, além de Marte, "as constelações de Verão aparecerão em todo o seu esplendor: Escorpião, Sagitário, Cisne, Pégaso" e outras.
As Perseidas são também conhecidas como as Lágrimas de São Lourenço, por ocorrerem perto da data em que foi queimado em 258 o santo deste nome.
sexta-feira, agosto 28, 2009
Silent night

Afinal, não houve planetas tangíveis, próximos - nem Júpiter, nem Marte, nem Vénus. Mas quem quer ficar a olhar para o tecto quando pode olhar para o céu? Houve estrelas. Tantas. Estrelas como pirilampos. Todos ali no céu. Como se estivessem a fazer malabarismos com tochas de fogo só para ficarmos mais felizes. Podia ser o Alentejo, aquele céu. Os pirilampos são como as estrelas: vêem-se melhor em Agosto. Só que são mais raros. Cada vez mais. E, claro, não é no céu distante que voam. Ao contrário das estrelas, a luz dos pirilampos é luz de reconhecimento, de enamoramento. Os pirilampos voam pouco, mas ainda assim, voam mais do que as pirilampas, que são mais pesadas. Em compensação, elas, as pirilampas, brilham mais, para poderem ser vistas por eles. Brilham mais quando querem acasalar. É a sua estratégia de sedução. Ontem, parecia que todas as estrelas do céu estavam apaixonadas. Como se fossem pirilampos. Apeteceu-me entrar ali, em silêncio, descalça e às escuras. De mãos dadas. No céu.
quinta-feira, agosto 27, 2009
Júpiter, Vénus e Marte mais perto da Terra

Esta noite o céu vai ter astros maiores do que é habitual. Júpiter, Vénus e Marte vão estar a uma distância menor do planeta azul, o que, observado da Terra, parece um céu mais estrelado do que o normal. Mas desengane-se quem diz que o fenómeno não acontece há 60 mil anos. "À vista desarmada, em 2003, viu-se apenas uma estrela pequena e pouco brilhante entre as estrelas circundantes", explicou Máximo Ferreira, astrónomo, ao i.
O fenómeno de aproximação destes planetas à Terra acontece de quinze em quinze anos, e a última vez foi em 2003. No entanto, hoje mais do que o costume, o céu estará iluminado. Júpiter começa a ver-se bem perto das 22 horas, seguindo-se Vénus e só depois Marte, cerca das 3 horas da manhã.
"O que aconteceu em 2003 deve voltar a acontecer em 2018", sublinha José Matos, formador e divulgador ao i. Apesar de não ser um acontecimento marcante, é de aproveitar: afinal, não é todos os dias que se pode dar ao luxo de passar a noite a tentar identificar planetas no sistema solar. Portugal vai observar de perto o fenómeno e as principais instituições de observação de astros abrem portas ao público. No entanto, apesar dos rumores, o planeta vermelho não ficará do mesmo tamanho da Lua, mas 300 vezes menor.
http://www.ionline.pt/conteudo/20208-nao-perca-noite-hoje-jupiter-venus-e-marte-estao-mais-perto-da-terra
O fenómeno de aproximação destes planetas à Terra acontece de quinze em quinze anos, e a última vez foi em 2003. No entanto, hoje mais do que o costume, o céu estará iluminado. Júpiter começa a ver-se bem perto das 22 horas, seguindo-se Vénus e só depois Marte, cerca das 3 horas da manhã.
"O que aconteceu em 2003 deve voltar a acontecer em 2018", sublinha José Matos, formador e divulgador ao i. Apesar de não ser um acontecimento marcante, é de aproveitar: afinal, não é todos os dias que se pode dar ao luxo de passar a noite a tentar identificar planetas no sistema solar. Portugal vai observar de perto o fenómeno e as principais instituições de observação de astros abrem portas ao público. No entanto, apesar dos rumores, o planeta vermelho não ficará do mesmo tamanho da Lua, mas 300 vezes menor.
http://www.ionline.pt/conteudo/20208-nao-perca-noite-hoje-jupiter-venus-e-marte-estao-mais-perto-da-terra
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