terça-feira, março 31, 2009

Wim Mertens





“Un Respiro” é o sexto álbum a solo que o compositor, pianista e vocalista belga Wim Mertens lançou aos 25 anos de carreira e que apresenta no Theatro Circo, em Braga, num concerto único em Portugal, no próximo sábado, às 22 horas.

domingo, março 29, 2009

Carlos Amaral Dias


"Portugal ainda não fez o luto pelo salazarismo. Basta encontrarmos obstáculos para percebermos como muita gente ainda procura o protector, o salvador que nos livre de todos os males."
Carlos Amaral Dias, Farpas JN

sexta-feira, março 27, 2009

Dan Auerbach




"Não confio em pessoas felizes.
São uma maldição."
Dan Auerbach ao Ipsilon


"...When the night comes
You don’t have to be afraid
Of any choice you made
You’re only dreaming..."

quinta-feira, março 26, 2009

Que cheguem depressa os concertos!!! E os festivais de Verão!!!

Abril
Cinematic Orchestra, Teatro Sá da Bandeira, Porto, dia 3.
Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra, Pavilhão Rosa Mota, Porto, dia 17.

Maio
PJ Harvey na Casa da Música, dia 2.
Devotchka, Casa das Artes de Famalicão, dia 8.
Little Annie volta a Serralves, dia 13.
Antony and the Johnsons, Coliseu do Porto, dia 18.
God Is An Astronaut, Teatro Passos Manuel, Porto, dia 23.
Andrew Bird, Theatro Circo, Braga, dia 26.

Junho
Marilyn Manson actua no Coliseu do Porto, dia 17.
Shout Out Louds, Casa das Artes de Famalicão, dia 26

Julho
Yann Tiersen, Casa das Artes de Famalicão, dia 5.
Depeche Mode, Super Bock, Estádio do Bessa, Porto, dia 11.
Nouvelle Vague, Super Bock, Estádio do Bessa, Porto, dia 11.
Duffy, Super Bock, Estádio do Restelo, Lisboa, dia 18.
Killers, Super Bock, Estádio do Restelo, Lisboa, dia 18.
Leonard Cohen, pavilhão Atlântico, dia 30.

segunda-feira, março 23, 2009

domingo, março 22, 2009

Laurinda Alves


"Aceitei não só não ganhar dinheiro nenhum durante seis meses [com a candidatura pelo MEP às europeias] como usar o meu dinheiro para isto. E para isso vendi o meu carro. Com imensa alegria."
Laurinda Alves, Farpas JN

Saturday matinee

Sou o produto de uma overdose de filmes de sábado à tarde. Nos filmes de sábado à tarde (quero lá saber se são medíocres) nunca há finais infelizes, a dor dura o tempo de uma canção, o amor não acaba. Os filmes de sábado à tarde deviam ser proibidos.

Viver todos os dias cansa

Quando começa o início do fim do amor,
Quando o vinho, a droga e o sexo já não salvam,
Quando cada dia tem cem mil horas
e todas as horas doem,
Quando as únicas pessoas que não nos matam
(também de tédio) são as que não existem,
Quando já nada, nem os livros,
nos arrancam a alma do chão,
Quando a cada minuto tentamos apagar
a merda do minuto anterior...
É porque chegou a hora de ir embora?

quinta-feira, março 19, 2009

Quiz XI

Quando somos o denominador comum de todos os pecados, isso faz de nós também um pecado?

Quiz X

A felicidade também é uma vocação?

quarta-feira, março 18, 2009

Crise

Dizem que a crise financeira adiou um ano a crise no casamento. A clássica crise dos sete anos é, afinal, agora, aos oito. Custa-me a admitir que é verdade.

quarta-feira, março 11, 2009

terça-feira, março 10, 2009

In my dreams

Hoje sonhei que tinha, finalmente, adoptado uma criança. Não fiquei surpreendida, porque sempre quis adoptar. Mas fiquei maravilhada. Era uma menina de três, quatro anos, não sei. Pele castanha, cabelo escuro, franzina, uma formiguinha, a correr, a rir. Fiquei tão maravilhada que acordei a morrer de saudades dessa menina que, por enquanto, só existe no meu sono.

segunda-feira, março 09, 2009

Quem twitta seus males espanta?

Não sou mais feliz nem mais inteligente nem menos solitária do que as pessoas que desataram por aí a twittar como se não houvesse amanhã. Mas estou contente por não ter aderido (ainda?) ao frémito do brinquedo. E não consigo não achar a ferramenta deprimente, sobretudo para quem a transforma numa espécie de chat. Adolescente! Ele é ver jornalistas, intelectuaizinhos da praça, directores de jornais a escrever coisas deste calibre: "Vou de fim-de-semana" ou "Vou ali tomar café". Fuck, alguém quer saber?!

quinta-feira, março 05, 2009

Casa de Ló


O Porto está repleto de espaços alternativos, trendy, cosmopolitas, espaços todos inaugurados nos últimos tempos e imediatamente catapultados para o roteiro fashion da cidade. Mas nenhum, absolutamente nenhum, é tão perfeito quanto a Casa de Ló, na Travessa de Cedofeita (a Travessa é uma espécie de Galerias de Paris - o mini Bairro Alto do Porto-, mas na versão freak, logo, incomparavelmente melhor).

Não é só a música que, ao contrário dos outros sítios, é boa; não são só os empregados; não são só os doces caseiros ou o fabuloso chá dos Açores; nem é só aquele maravilhoso terraço ou só aquelas magníficas mesas de lousa onde é possível desenhar enquanto se toma café. É isso tudo, mas é também a colecção de livros. A preço de chuva.

Encontrei lá o "Diário de K. Maurício", de Raul Brandão. Habitualmente, essa preciosidade constitui a primeira parte de "A morte do palhaço". Para o caso é indiferente. Quem venera Raul Brandão sabe bem como um e outro livro são difícieis de encontrar. Por cinco euros é puro milagre.

quarta-feira, março 04, 2009

Mar Fêmea


[Kgaleria], Lisboa
Mar Fêmea
nelson d´aires
De 4 a 28 de Março
"a espera é uma hipotermia. é um lugar da noite. é um calendário de marés,
são contas nos dedos, um murmúrio, uma vigília que aguarda o alimento e a sua boca.
a espera é uma terra inundada, sem fronteira.
é um vento que nos toca e leva uma parte da nossa erosão.
por vezes as ondas não regressam à costa. a maré cheia torna-se insuportavelmente gorda,
sem fundo, devorando a fome e a coragem de quem parte e de quem cá fica esvaído
como um parto de um nado-morto."
nelson d'aires

terça-feira, março 03, 2009

Amor antes da maioridade VII

Querida Wookie,

Não sei bem por onde começar,
mas talvez por eliminar todo o secretismo que me rodeia ultimamente:
Amo-te! Muito! Nem sei bem até que ponto!
Sei que te fiz mal,
que te magoei várias vezes.
Vezes em que pensei perder-te e não perdi,
Vezes em que pensei que nunca mais te queria ver,
Vezes em que te odiei,
E talvez até mais.

Talvez não compreendas porque prefiro sofrer do que amar-te,
também não sei porque sofro tanto quando te amo.
Sinto-me massacrado a um ponto tal que já nem sei se sofro,
já nem sei se estou vivo.

Sinto-me rodeado de nuvens brancas pelas quais passam sombras,
Não vejo alma que viva, não vejo alegria.
Os teus olhos continuam um mistério que não consigo desvendar.
A pouco e pouco enclausuram-se,
e o tempo inerte continua a passar.

Talvez seja tarde,
Talvez já não me ames.
Dizes que faço parte da tua edição limitada.
Havia de me sentir feliz?! Foda-se!
É isto que eu queria que me explicasses...

C.A.

segunda-feira, março 02, 2009

O amor antes da maioridade VI

Querida Wookie,

Espero que este amor seja eterno.
E que, por fim, te traga uma certa doçura.
Sofrermos tanto é tão injusto.
Mas acredito que tudo que passamos, vivemos, sofremos,
só teve uma única causa, uma única origem: amor.

O que vivemos foi realmente bonito.
Nós éramos diferentes, queríamos um amor diferente.
Forte, que nada na vida poderia destruir,
Belo, que nem as palavras conseguiam definir,
Único, que nem os gestos podiam acariciar.

Quando te desenhava
não era através de uma fotografia,
nem tão pouco em nenhuma aula prática de desenho.
Eu era como uma criança eufórica, contente, apaixonada,
talvez louca.
Era o meu corpo que vibrava ao som do coração,
ao som do meu ideal de amor.

Ultrapassava-me nos beijos, nos sacrifícios de carne,
a tal ponto que às vezes me sentia ausente,
perdido e por aí fora...
Fora do tempo, fora do espaço, fora de tudo.
Fiquei de fora. De tudo. De ti.

Dizes que percebi muito tarde que te amava.
Não é verdade.
Das duas uma: ou ambos nos apercebemos muito cedo.
Ou ambos... muito tarde.
Mas o passado passou.
As mágoas e as magias ficaram.
Já reparaste como estas duas palavras são parecidas?

Escrevo-te a preto.
Quando predomina o preto é sinal de que existe uma pequena luz.
Ou não?

C.A.

domingo, março 01, 2009

E no fim, não é que ele tem razão?

"O que vemos na Oposição é maldizer a mais e ideias a menos".
José Sócrates

Canção do bandido

"Todo o congresso é mais montado para o exercício do poder e de manutenção do poder do que para uma análise profunda dos problemas do país e isso pode ter um custo".
Carvalho da Silva, CGTP

Canção da carochinha

"É natural que um partido que usa como lema de congresso "Vencer 2009" em vez de "Vencer a Crise", é natural que um partido que faz um congresso sem novas propostas que mobilizem os portugueses para a vencer encontre no BE seu principal adversário".
João Semedo, BE

Canção do engate

"O Congresso mostrou que o PS tem um grande passado, com algumas coisas boas e outras menos boas, mas para o futuro mostrou pouco e nesse sentido foi uma decepção."
Assunção Cristas, CDS-PP

Canção de embalar

"Este congresso visou esconder a situação desgraçada a que o PS e o Governo conduziram o país, afectando naturalmente os trabalhadores, o povo e a situação económica social do país".
Carlos Gonçalves, PCP

Sócrates num filme sempre pop

Na ânsia perfeccionista de escolher as melhores canções para o congresso de Espinho, imagino José Sócrates sentado à chinês no chão da sala, frente a uma vasta prateleira de vinis, a vasculhar álbuns antigos à procura de um que o tenha emocionado, logo com potencial para emocionar os outros (não é assim à primeira que se chega a Dionne Warwick! Aposto que primeiro tentou as canções portuguesas...). E quase posso jurar que tropeçou em alguns álbuns antigos dos BAN. Sim, a banda do filho do Major Valentim (ah, se pudéssemos ter adivinhado o futuro de João Loureiro... mas isso é outra história!)

Em 1988, os BAN lançaram um disco chamado "Surrealizar", com uma música inesquecível (não estou a gozar) chamada "Irreal Social", em que o jovem (e, na altura, magro, João) pedia basicamente isto: "Dá-me um ideal imaginário, um ideal ilusório, popular. Surrealizar por aí. Não me dês moral, dá-me um ideal social". Três anos depois, a banda lançou o álbum "O mundo de aventuras" (vídeo não aconselhável a pessoas susceptíveis de se desfazerem numa gargalhada. Depois não digam que não avisei.) em que ex-presidente do Boavista continua a pedir. O quê? Isto: "Aventuras quero mais, paraísos eventuais, ironias, ilusões. Aventuras com mais humor."

Não pode ser à toa que o discurso de José Sócrates, 45 minutos de argumentação para "Vencer 2009", me levou desta forma a este passado. "O tempo não está para aventuras", disse o primeiro-ministro. "A demagogia, o populismo, a irresponsabilidade e o oportunismo político só agravam os problemas", acrescentou. E depois, qual refrão pop, elencou o que nos vai dar se "humildemente" lhe dermos maioria absoluta: bolsas de estudo para jovens carenciados, ensino pré-escolar para todos, 12ºano obrigatório, sobriedade nos salários dos gestores... Enfim, o fim da crise.

João, não pediste um ideal ilusório? Aventuras com mais humor? Helás!

O coro do PS

Moção "A força da mudança"

VOTAÇÃO:

1904 a favor
1 voto contra
13 abtenções

[A moção de António Fonseca Ferreira foi chumbada pelo voto de 950 delegados, tendo recebido 34 votos favoráveis e 124 abstenções.]

Lista para a Comissão Nacional

1. Jaime Gama
2. António Vitorino
3. Edite Estrela
4. Carlos César
5. António Costa
6. Ana Paula Vitorino
7. Alberto Martins
8. Pedro Silva Pereira
9. Idália Moniz
10. Augusto Santos Silva
11. Vieira da Silva
12. Manuela Augusto
13. José Lello
14. Alberto Costa
15. Maria de Belém
16. Luís Amado
(...)
37. António José Seguro
(...)
145. Paulo Pedroso

EXCLUÍDOS:
1. João Cravinho, porque está em Londres (e não só)
2. Jorge Coelho, porque abandonou (?) a política
3. Manuel Alegre, porque "recusou o convite"

VOTAÇÃO:

1131 votos a favor
Lista de António Fonseca Ferreira: 139 votos

Raquel Freire

"Somos uma geração de sobreviventes, estamos a ganhar um lado de baratas, que é o bicho que sobrevive a tudo: ao terrorismo, à crise, à precariedade, ao desemprego, às doenças..."
Raquel Freire aqui.