terça-feira, outubro 17, 2006

Teatro Rivoli II

O presidente da Câmara do Porto tem há quase 72 horas várias dezenas de ocupantes no interior de uma casa que é, ainda, da autarquia. Podia seguir um de dois caminhos: expulsá-los, o que seria eticamente discutível, mas legal; ou enviar alguém capaz de entender as razões pelas quais decidiram barricar-se. Mas Rui Rio não foi por aí. Rui Rio decidiu brincar com as pessoas (não só com as que estão dentro do Teatro Rivoli) como uma criança brinca com uma mosca enfiada dentro de um copo: primeiro arranca-lhe uma pata, depois outra e outra até ter-lhe subtraído as quatro. Depois passa para as asas, que amputa. Não satisfeito com o sofrimento, quando a mosca já não pode caminhar ou voar, Rui Rio tapa o copo com a mão e fica ali a vê-la, lentamente, morrer asfixiada. E sorri cá fora, orgulhoso por ter assassinado o insecto. O comportamento, bizarro, demonstra bem o carácter do homem que o Porto tem à frente da cidade.

1 comentário:

  1. joaninha voavoa18 outubro, 2006 10:36

    Acabou-se a "mama" destes senhores subsídio-dependentes! Viva!
    Esses elitistas que vão trabalhar, mas trabalhar mesmo, não é só angariar "tachos".
    Desde a recuperação do Rivoli, a programação era feita de/e para estes senhores e seus amigos. Tanta intelectualidade inalcansável para a maioria dos mortais... Mesmo quando ia assistir, sentia-me muito mal, tal era o "clube".
    Não sei se o Rui Rio está certo, mas assim é que não podia continuar.
    Disfarçam muito mal para as coberturas notíciosas a tentarem fazer de conta que os actores e os espectadores se barricaram... Que espectadores? Só os actores e os seus amigos. A porta-voz, supostamente espectadora, a meio engana-se e começa a falar em nome dos actores. Já não conseguindo disfarçar mais, deixa de fazer de conta. Assumam! Ficam mais credíveis!
    E falta questionar porque é que esta manifestação se realiza depois do fim-de-semana... Primeiro fizeram a exibição da sua peça, depois foram curtir a noite e à hora em que toda a gente inicia a semana de trabalho, e como estes senhores ficam sem nada que fazer, é que se viram para as manifestações.
    O seu maior castigo vai ser ninguém lhes ligar nenhuma...
    E nem pensem em comparar-se à causa do Coliseu!

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