quinta-feira, março 23, 2006
Obrigatório: Oswald Le Winter
terça-feira, março 21, 2006
"Ok, ok, tem um bom papel"
segunda-feira, março 20, 2006
Herman Sic
sexta-feira, março 17, 2006
Muro das lamentações
Plasticina II
Plasticina
quinta-feira, março 16, 2006
terça-feira, março 14, 2006
Na solidão dos campos de algodão
segunda-feira, março 13, 2006
Rita

Costumo definir a minha família como sendo a santíssima trindade: um pai único, uma mãe única, um irmão único. São a única coisa que tenho na vida em dose individual. Individualmente especial. Sem eles, sem qualquer um deles, a minha não faria sentido. Não sou mãe, mas entendo a dor quem está privado da Rita. E, às tantas, todos podemos dar o nosso contributo. Por pouco que seja.
Quem possuir alguma informação sobre o seu paradeiro pode contactar o pai: 93. 972 16 92 . Ou o irmão: 93. 877 30 12. Ou as autoridades policiais.
Novo JN
sábado, março 11, 2006
País esquizofrénico
Para o Expresso, Mário Soares foi sobranceiro: "O semblante que exibia e a recusa em falar aos jornalistas eram provas concludentes de que ainda não digeriu os resultados de 22 de Janeiro nem percebeu que a sobranceria (tão evidente na campanha como esta semana) não o levará a reconquistar o coração dos portugueses."
Estranha coincidência
Despedida
sexta-feira, março 10, 2006
Rodrigo Guedes de Carvalho
O centro do filme é uma casa assombrada. É o purgatório?
Porque é que essa aldeia não é identificada?
Não sendo crente, o imaginário popular merece-lhe respeito?
Mas coloca-se sempre no papel do observador, como estando de fora, como não fazendo parte daquilo…
Definiu um público alvo?
Terá a ver também com uma cobertura mediática invulgar?
Também porque não quis...
A cultura merecia ter mais expressão nos media?
É um espectador assíduo de cinema português?
Não totalmente assíduo, mas ultimamente vi praticamente tudo. Houve filmes da última década que me escaparam.
Dois filmes nomeados para os Oscars levantaram questões essenciais sobre o jornalismo. Entre a vampirização dos afectos [“Capote”] e a incondicional vigilância da verdade [”Boa noite e boa sorte”] onde se situa?
Mas é-lhe permitida emoção, piscar o olho ao espectador?
"Boa noite e boa sorte" retrata sobretudo um período turbulento de pressões. Já as sentiu?
Os seus livros resultam da adaptação de episódios reais fornecidos pelo jornalismo?
No seu caso, a informação funciona como elemento inibidor?
O livro chama-se “A mulher em branco”. Qual é o fio condutor?
Daí o título...
Fez pesquisa sobre a matéria?
O livro será apresentado em Abril, no Porto, com a mesma discrição de “A casa quieta”?
Fica a ideia de que se protege no jornalismo na proporção em que se expõe na literatura...
Não me refiro a literatura autobiográfica. O facto de escrever sobre sangue não quer dizer que esteja a sangrar, mas escrever sobre sangue dirá uma coisa diferente do que diria se escrevesse sobre água.
Deposita nos livros o que despreza na sua vida?
O encanto da escrita reflecte algum desencanto com o jornalismo?
A arte dá-nos mais da vida do que a própria vida?
Acho que sim. Porque a arte é imortal. Vai sobreviver-nos. Faz parte das nossas ambições mais básicas. É por isso que lemos livros, vamos ao cinema, apreciamos escultura. Precisamos disso. Ao contrário, há muitas coisas da vida real sem as quais viveríamos bem. Precisamos desse procurar do belo - no limite, é nesse sentido que os artistas trabalham, nem que seja um belo horrível. Nós temos, felizmente, dentro de nós, esse desejo de abstracção.
Questiona o seu talento enquanto escritor?
“O problema não é não correspondermos às nossas expectativas; é não correspondermos às expectativas dos outros” escreveu em “A casa quieta”. É isto?
Esse argumento que referiu é o “Entre os dedos”?
Não, é outro. O “Entre os dedos" já está feito, e já estamos a trabalhar sobre ele. Agora estou a escrever outro argumento, que é sobre a forma como uma mulher se vê. Ela vê-se de uma forma diferente daquela que os outros a vêem. Depois, se isto está na cabeça dela ou não... terá que ver o filme.
Essa superação constante nos seus livros passa muito pelo apuramento da forma. É mais importante do que o conteúdo?
Chegou a esse registo apenas pela influência de António Lobo Antunes, com quem é invariavelmente comparado?
Assusta-o ser confundido só com mais uma pessoa mediática a publicar livros?
Qual é o balanço entre perdas e ganhos?
Se lhe perguntar se é escritor provavelmente dir-me-á que não...
Mas o seu campeonato é o da literatura...
quinta-feira, março 09, 2006
Rodrigo Guedes de Carvalho: A casa quieta
Esqueçam tudo o que sabem sobre Rodrigo Guedes de Carvalho, jornalista irónico, mordaz, não raras vezes despropositado nos comentários de rodapé. Também podem esquecer - embora não seja obrigatório -, o argumentista do filme "Coisa ruim". E leiam o livro "A casa quieta". O melhor do homem - e o melhor é realmente bom -, está concentrado nesse romance.Frida Khalo

quarta-feira, março 08, 2006
segunda-feira, março 06, 2006
Contagem decrescente
Vasco, Constança e Clara
Oscars 2006


1) Não entendo porque razão "O segredo de Brokeback Mountain" perdeu o oscar de melhor filme. Não entendo porque é que o perdeu para "Crash".
2) Não entendo porque razão Felicity Huffman (Transamérica) perdeu o oscar de melhor actriz principal. Não entendo porque é que o perdeu para Reese Witherspoon (Walk the line).
3) Não entendo porque é que George Clooney não foi oscarizado com "Good night and good Luck". Não entendo porque é que foi distinguido como actor secundário em Syriana.
4) Não entendo porque é que a Academia insiste em ser sempre só isto.
A academia no seu pior
domingo, março 05, 2006
Hotel do Chiado

Inesperadamente, apaixonou-se pelo oposto do chocolate do oriente, quando ela - mais branca, mais magra, mais baixa, mais nova do que todas as outras mulheres que lhe haviam roubado a atenção -, se encontra já na recta final do estágio no mesmo jornal onde ele se estreara, e que agora acusa de o subestimar. “Passei metade da vida a recusar propostas. Abandonei o curso de Direito, o ensino na universidade, as noites na rádio. Adiei os livros que tenho escritos na cabeça, não levei nenhum dos três casamentos a sério”. Mas, reconsidera, “que culpa tem o jornal da minha cegueira?”
Vou, sem querer, acompanhando aquela conversa, a vários andares do chão, no hotel do Chiado – para mim, escala obrigatória -, onde vestígios de caipirinhas do lado dele, reforços de saquinhos de chá do dela, e a luz de uma Lisboa inteira a ser progressivamente substituída por sombra, ajudam a denunciar há quanto tempo devem já estar ali a colar frases ao sol do fim da tarde.
Faço as contas com a injustiça que pode conter a aparência. Deve haver mais de 15 anos a separá-los. Quando ele começou a trabalhar, ela deveria ter, no máximo, oito anos, a idade de uma das filhas dele, qualquer coisa começada por V, que acaba de ligar a pedir para o pai não se esquecer de levar a bicicleta a casa da mãe, em Sintra. Ele, barba por desfazer, parece ainda mais velho, debruçado sobre a mesa, a tentar digerir, sem parecer ridículo, a ternura da voz da criança que lhe deixou estrelas nos olhos. Ela, mais insegura do que é possível descrever, a enrolar incessantemente os caracóis com a ponta de dois dedos esguios, parece incontornavelmente mais nova.
“Como sabes”, inicia ele a enésima história, “foi em 1859, com um acordo rectificado em 1904, que se estabeleceu o domínio da parte oriental de Timor por Portugal, constituindo uma excepção em todo o arquipélago asiático, que era dominado pela Holanda”. Um acordo tácito. Ela não sabe. Não faz a mais pequena ideia. Ele sabe que ela não sabe, mas insiste em começar as frases assim. Não será inocente. Há ali a intenção de abolir qualquer distância entre eles, mesmo a intelectual, mais óbvia do que a própria idade. Mas ela nem sequer parece muito incomodada com as coisas que desconhece. Limita-se, claramente rendida, a ouvir as histórias. De Timor, do Kosovo, da Guiné, da passagem de Macau para a China. E da política da cidade. E do novo presidente da República. E da vida dos músicos que coabitam com ele no carro. É, aliás, o que mais parece gostar nele. As histórias que ele, imparável, vai depositando no regaço dela.
”Nunca te agradeci por teres aparecido na minha vida”, diz-lhe, pegando-lhe na mão, perdendo o tom pedagógico. Ela sorri. Fala pouco e muito baixo. Quase não ouço o que diz. Olha-o como quem se despede. “Eu sei que posso viver sem ti, mas sou mais feliz contigo”, continua ele, desfazendo o cliché ao explicar que “as pessoas que importam são aquelas que conseguem ver para além daquilo que dizem que somos”. Ela, ao que parece, consegue. Mas o estágio dela acaba amanhã. Diz-lhe que não se imaginaria a viver em Lisboa. Ele pede-lhe para ficar. Insiste. Discorre argumentos profissionais e outros. Levanto-me antes de se separarem talvez para sempre.
sexta-feira, março 03, 2006
Blogs no feminino
Depressão na estrada
Gosto de andar de carro com a cara voltada para as outras caras que vão nos outros carros. Gosto de ver as caras das pessoas. E de ver o que fazem quando vão a conduzir ou quando, como eu, vão só ao lado de quem conduz. Gosto sobretudo de ver se vão felizes. E quase nunca vão. A média será de dez para um. Nas filas paradas é mais perceptível, como é óbvio. Os casais vão a discutir, quase sempre, ou vão terrivelmente calados - não sei o que é pior. Os condutores solitários têm o olhar mais preso no vazio do que na estrada, o que poderá, digo eu, que nem sequer conduzo, explicar alguns acidentes. Continua a haver muita gente a falar ao telemóvel, apesar de ser proibido. Algumas falam através daqueles kits, que são permitidos, mas que lhes dá uma aparência completamente tresloucada. Dou comigo a ter saudades da alegria dos emigrantes de Agosto que conduzem com o cotovelo de fora e fazem questão de partilhar a sua música estridente. Mas hoje vi duas pessoas felizes no mesmo carro. E isso contagiou-me.
Rui Rio é um energúmeno?
Oliveira no Fantas

quinta-feira, março 02, 2006
Lost

quarta-feira, março 01, 2006
Vergílio Ferreira (1916-1996)
terça-feira, fevereiro 28, 2006
Carnaval
Não gosto do Carnaval - nunca gostei -, o que não quer dizer que não entenda a necessidade que as crianças têm de folia e de mostrar os seus disfarces. Numa rapidíssima passagem pela baixa do Porto vi um Mozart, uma Joaninha, vários super heróis, as fadas habituais e muitos, muitos Noddys. O Noddy é claramente o rei do Carnaval infantil deste ano. Ao mesmo tempo, vi o desconforto dos pais a quererem levar as suas crias a algum lugar e a não o encontrar. Vi-os a fotografarem os filhos no cenário das obras dos Aliados. Vi-os a passar em frente às crianças, devagar, para que elas pudessem gastar os confetti e as serpentinas. Vi-os, mais ou menos perdidos, sem saber o que fazer para que os seus pequenos herdeiros pudessem sentir uma alegria que é justa e que lhes é devida. E fiquei a pensar se o departamento da Animação da Cidade, responsabilidade da Culturporto, que por sua vez pertence à Câmara Municipal, não tem sequer dinheiro ou criatividade ou vontade para coisas tão simples como esta: definir uma praça com música onde os miúdos pudessem reunir-se. domingo, fevereiro 26, 2006
Livros frescos
Al Berto, Assírio & Alvim, 2006
"Do grande e do pequeno amor",
Inês Pedrosa (texto) e Jorge Colombo (fotografia), Dom Quixote, 2006
"- Achas que ainda teremos medo de viver juntos daqui a vinte anos?"
"- Não sei. Sei que nos arrependeremos se não tentarmos. Mas não consigo perder o medo."
"- Não tens de perder o medo. O medo faz parte do que somos os dois."
"- Nunca te esqueces de mim quando tens prazer com outras pessoas?"
"- Não, e aí está uma coisa difícil de te perdoar."
(Pág. 77)
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
Debate da nação
Matosinhos 1 - Porto 0
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Minutos que sobram

(Fotografia: José Miguel Gaspar)
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Túnel de Ceuta - a sequela
Ano da ressurreição
Friendship

segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Pedro Burmester - dia 1
domingo, fevereiro 19, 2006
Memória
sábado, fevereiro 18, 2006
Pedro Eiras

Tropecei em Pedro Eiras pela primeira vez, em 2001, na estreia da peça "Antes dos Lagartos", prodigiosamente encenada por Nuno Cardoso. Depois, sempre rendida, fui esbarrando em textos dele publicados aqui e ali. A peça "Um forte cheiro a maçã" já merecia ter sido transportada para um palco. Agora acaba de ser editada pela Campo das Letras a sua tese de doutoramento sobre a fragmentação do sujeito em Raul Brandão, Fernando Pessoa, Herberto Helder e Maria Gabriel Llansol. Chama-se "Esquecer Fausto".
Para quem leu Húmus, de Raul Brandão, aqui fica um aperitivo: "Numa lógica dual, Húmus descreve jogadores que, mergulhados num quotidiano estagnado, não sabem festejar a morte de Deus. A metanarrativa não morre nem vive, sobrevive morta."
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Rui Rio na Sic
É verdade que não sou propriamente uma dessas pessoas para quem pedir desculpa é uma tarefa fácil. Não sei se isso faz de mim uma pessoa pior, mas sei que faz de mim alguém capaz de reconhecer claramente essa nobreza de carácter nos outros - excepto quando o exercício me levanta mais dúvidas do que concertações. E o pedido de desculpas público de Pedro Burmester a Rui Rio não me convenceu. Antes de tudo, porque tenho dúvidas de que haja alguma coisa sobre a qual pedir desculpa. Pedir só por pedir não me parece nada bem. Pedir só para atenuar a ira de alguém parece-me ainda pior. Parece-me, aliás, uma forma de a sustentar e de levantar um perigoso precedente. Pedir desculpa como "moeda de troca" seja do que for pode ser muita coisa - mas nunca será um acordo de cavalheiros.
Há demasiados comportamentos esquizofrénicos e demasiados silêncios por esclarecer no reino portuense. Serão os segredos guardados a cadeado num almoço com o conciliador António Costa? Mesmo que sejam esses, não auguram nada de bom. Entre o segredo-alma-do-negócio e a verdade doa-a-quem-doer, prefiro sempre a última. No caso da Casa da Música espero estar enganada. Veremos até onde aguentam os estômagos.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
No respect
sábado, fevereiro 11, 2006
Conversa alheia
ShopGirl














