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sexta-feira, agosto 06, 2010

Lavoura Arcaica


"O que fazer quando, vindo do nada, sentimos uma loucura oculta, um desejo profundo de vida que nunca será totalmente satisfeito numa só vida? Um desejo indomável, sanguíneo e incompatível com o mundo que nos rodeia, com as regras impostas por essa realidade limitada a que chamamos sociedade? Uma vida não chega para tanta vida. Estamos sós nessa certeza. Estamos sós quando escolhemos o nosso caminho, sabendo que outros caminhos nos chamam também. Sentindo que a contradição, o paradoxo de existir nos acompanha. E no entanto, há cúmplices silenciosos à nossa volta..."

quarta-feira, maio 26, 2010

Alberto Pimenta: Discurso sobre o filho-da-puta


“[…] Ao longo do DISCURSO percebemos a reincidência de certos recursos estilísticos, tais como a elipse, o polissíndeto, a anáfora, a palavra-puxa-palavra, etc., que só vêm reforçar a sua estrutura enquanto discurso obediente às regras da gramática e do beletrismo da literatura em língua portuguesa. Assim, mais do que a desintegração, acentuamos a prática subversiva de desfiguração do código, o que vai consolidar a sátira contundente a toda a herança cultural que pesa sobre os nossos ombros. […]” Do posfácio de Eduardo Kac à edição brasileira de 1983, ed. Codecri.
A Editora 7 Nós e a Gato Vadio convidam-no para o que der e vier.
Domingo, às 17horas.
Rua do Rosário, 281
Porto

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

"Que lareiras na floresta"

“Por onde começar? Por onde começar radicalmente, se tudo já está começado, ainda que nada esteja acabado? (…) E ainda considerando isso inevitável, como decidir-se radicalmente entre os vários caminhos que depois se oferecem?” Alberto Pimenta
A livraria Gato Vadio, no Porto, apresenta no próximo dia 26 de Fevereiro, a nova editora 7 Nós. No mesmo dia, é lançada, com a presença do autor, a obra de Alberto Pimenta, "Que lareiras na floresta" (dispersos/antologia).

Depois de quatro décadas terem passado da estreia de Alberto Pimenta no mundo da literatura, impunha-se, defende Júlio do Carmo Gomes - que ajudou a seleccionar e a organizar os dispersos, e que é fundador da grande aventura que é o Gato -, esta reunião de vários dispersos do autor (inéditos e reedições de livros esgotadíssimos). Na sua maioria nunca publicados em livro, estes excertos de ensaios, performances, crónicas, entrevistas, guiões para televisão, traçam um itinerário sólido para quem quiser conhecer um dos mais importantes poetas e escritores de língua portuguesa. Ao longo do livro aparecem ainda alguns poemas que ancoram, contextualizam ou radicalizam ideias caras ao autor. Ou, simplesmente, tornam poéticas as visões e o labor criativo e criador do escritor.

sábado, abril 25, 2009

"Não deixes que o cravo de ontem encrave a revolução de hoje"

Hoje às 22 horas, na GATO VADIO, o filme “Outro País” de Sérgio Trefaut.
Ver programação conjunta da Iniciativa Libertária do Porto
a propósito da Revolução dos Cravos.

domingo, fevereiro 22, 2009

Gisberta: para os que não esqueceram


Simples tributo à vida de Gisberta
Sessão de Poesia
Leitura de " Indulgência Plenária", de Alberto Pimenta
Hoje, às 18h

tira-me daqui
tira-me daqui
tira-me daqui
não sei se foste tu que disseste
não mexeste os lábios


nem sei se poderás continuar
as tuas trocas os teus desejos
entre os habitantes dos mundos invisíveis


se assim fornem o Diabo impedirá
que o teu aroma nostálgico
continue a manifestar
a deusa
em todas as suas faces
humanas
(...)

domingo, fevereiro 15, 2009

Sessão de poesia no Gato Vadio, às 18h


Saber viver é vender a alma ao diabo

Gosto dos que não sabem viver,
dos que se esquecem de comer a sopa
(Allez-vous bientôt manger votre soupe,
s... b... de marchand de nuages?»)
e embarcam na primeira nuvem
para um reino sem pressa e sem dever.

Gosto dos que sonham enquanto o leite sobe,
transborda e escorre, já rio no chão,
e gosto de quem lhes segue o sonho
e lhes margina o rio com árvores de papel.

Gosto de Ofélia ao sabor da corrente.
Contigo é que me entendo,
piquena que te matas por amor
a cada novo e infeliz amor
e um dia morres mesmo
em «grande parva, que ele há tanto homem!»
(...)
Alexandre O'Neill

quinta-feira, maio 01, 2008

Doc no Gato Vadio


"Os vários espaços da livraria Gato Vadio servirão de tela para a exibição de um conjunto de 16 filmes e 2 instalações. Através da diversidade de espaços de visionamento - três - procura-se recriar a multiplicidade de olhares que o documentário permite. Estamos longe da definição simplista deste género como representação da realidade ou verdade absoluta. Estes pontos de visionamento constituem-se como fragmentos da realidade e são, como afirmou John Grierson, um "tratamento criativo da realidade". A subjectividade é algo palpável e acompanha tanto o realizador como o espectador. Os vários locais de projecção simbolizam a fronteira entre o ficcional e o documental e o espectador escolhe a sua realidade, tal como o realizador nos deu a sua forma de ver o mundo."

Programa completo:
http://projectovideolab.blogspot.com/
http://www.projectovideolab.com/

"DOCUMENTE Videolab"
Sábado, 3 de Maio, 21h30
Entrada 1€
Gato Vadio