domingo, fevereiro 11, 2007
Pelo sim
sábado, fevereiro 10, 2007
No Aleixo II
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
No Aleixo I
Bruna tem cara de boneca como a boneca que traz pousada no regaço. “Gosto de bonecas e de ursos de peluche”, conta como se tivesse parado de crescer no momento em que deixou S. Miguel, nos Açores, para ir para o Porto com a mãe e os dois irmãos mais novos. Tinha nove anos. O pai nunca soube muito bem quem era. Estudou num colégio de freiras até ao 7º ano. Depois foi trabalhar para Aveiro. “Era empregada numa loja de roupa”. Nessa altura, conheceu o amor que seria de uma vida inteira se agora não o odiasse. “Vivi com ele sete anos. Ele tinha problemas de droga. Tentei ajudá-lo, mas não consegui. Estragou-me a vida. Tirou-me tudo o que tinha”. E também a filha, Catarina, que agora tem sete anos e vive com os avós paternos. “Eles deixam-me vê-la, mas eu não quero que ela me veja assim. Já é grande, já percebe as coisas. E, um dia, quando isto acabar, não quero que ninguém saiba que passei por isto”.
Não diz o que é isto. Os amigos (?) dizem que isto é a heroína. Dizem que vê cobras quando alucina. Ela diz que tem fobia a cobras. E que não tem amigos.
No dia 1 de Abril faz 25 anos. “Já estamos em Fevereiro?”, pergunta. O presente de aniversário é incontornável: regressar aos Açores. “Não estou farta do Porto; mas estou farta da vida que tenho aqui”. E farta que todos digam que a vão ajudar e que depois nunca façam nada. “Todos dão conselhos, principalmente as mulheres: que eu não precisava de andar assim, que me podiam ajudar… mas eu é que sei. Sei que não me lembro da última vez que fiz fisioterapia, sei nem para uma instituição consigo ir e sei que as pessoas falam sempre demais…”
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Pillowman vota Sim
E se o Pillowman existisse?
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Repeat
At a ceiling full of stars
When it suddenly hit me
I just have to let you know how I feel
We live together in a photograph of time
I look into your eyes
And the seas open up to me
I tell you I love you
And I always will
And I know you can't tell me
I know you can't tell me
So I'm left to pick up
The hints, the little symbols of your devotion
And I feel your fists
And I know it's out of love
And I feel the whip
And I know it's out of love
And I feel your burning eyes burning holes
Straight through my heart
It's out of love
I accept and I collect upon my body
The memories of your devotion
Give me a little bit serious love
Give me a little full love
Be full of love
Fists, fists, fists full of love...
'Fistful of Love' by Antony and the Johnsons
( Featuring Lou Reed )
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Rui Rio - Um livro de estilo
domingo, fevereiro 04, 2007
Clubbing na Casa da Música
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Portugal dos pequeninos
Em Novembro do ano passado, um bebé foi encontrado ao lado de um contentor do lixo, depositado num banco de jardim de uma qualquer cidade, embrulhado num saco térmico. Resistiu ao frio de Natal por ter sido abandonado como uma sopa. Os médicos ficaram comovidos. Poderá a criança comover-se com a sua resistência quando crescer?
Alguns bebés têm nomes, têm rostos. E têm coisas que nunca ninguém saberá. Mas não tiveram futuro. Porque alguém o abortou. A sangue frio.
Em Maio de 2005, Vanessa, depois de cinco anos de pingue-pongue entre a avó, a mãe e a vizinha a quem chamava madrinha, foi encontrada a boiar no rio Douro. Alguém jurava que ela tinha fugido. Ao contrário, os factos provariam que a criança tinha as pernas queimadas, os braços torrados pela serpentina eléctrica de tostar o leite-creme, o corpo inteiro com marcas de mergulhos involuntários e demorados em água a escaldar. As feridas do coração não eram visíveis a olho nu. Nem no raio X de qualquer especialista.
No Portugal dos pequeninos valores é assim: podemos ser todos felizes se todos fecharmos os olhos e fizermos de conta. De conta que o Portugal dos pequeninos é o país da Alice-maravilha.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Jay-Jay Johanson

terça-feira, janeiro 30, 2007
Raul Brandão
"O que é que tu sabes?"
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Importa-se de repetir?
Teresa Costa Macedo, ouvida no processo Casa Pia, jurando não reconhecer o homem da fotografia depois de anteriormente ter afirmado o contrário.
Quiz VII
"It's about time"
sábado, janeiro 27, 2007
Grandes Portugueses
sexta-feira, janeiro 26, 2007
A voz. E o clone.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Triplex
domingo, janeiro 21, 2007
Otelo
(Foto: Estela Silva)Os papeis inverteram-se e Nuno Cardoso (sem M) volta ao palco pelas mãos de um dos actores que mais vezes dirigiu nos últimos anos: Nuno M. Cardoso, agora, também, no lugar -conseguido - de encenador. A última vez havia sido em Gretchen, a partir de «Fausto», de Goethe (2003), numa interpretação morna. Desta vez, Nuno Cardoso/Iago mostra que não é só o melhor encenador que Portugal descobriu nos últimos anos ["Parasitas", de Marius von Mayenburg; "Woyzeck", de Georg Büchner; "O Despertar da Primavera", de Frank Wedekind; "Plasticina", de Vassili Sigarev...]; é também um dos actores mais consistentes, versáteis e absolutamente inatacáveis. É ele que conduz a peça, que a faz avançar e travar, suster a respiração e rodopiar até à apoteose final.
Iago tem tantas caras quantos os personagens com quem se cruza; talvez mais. É ríspido e frio com Emília (Sara Barbosa), sua mulher e única a saber que ele não é o que parece ser; é solícito e (des)leal com Otelo (Ângelo Torres), o ingénuo general de quem consegue uma ansiada promoção; é ombro amigo de Desdémona (Rita Loureiro), cândida companheira de Otelo que renuncia a tudo, a Veneza, à nobreza, e também à vida, por amor; é o parceiro de sempre de Cássio (Daniel Pinto), supostamente, seu melhor amigo; e força instigadora das ambiçoes amorosas de Rodrigo (Carlos António). Iago é isto tudo. E não é nada disto. É manipulador, cínico, traidor, cruel até à morte.
sábado, janeiro 20, 2007
Paulo Pimenta
Imperdível exposição de Paulo Pimenta, um dos melhores fotojornalistas do panorama nacional, na Galeria da Fnac, em Santa Catarina, no Porto. "As três primeiras músicas" é um álbum de memórias pelos concertos indizíveis de Caetano Veloso, Moonspell, Bloc Party, etc, etc, etc... Até 15 de Março.
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Troféu para a analogia mais ridícula
Deveria haver um prémio para a comparação mais ridícula sobre o tema. Daqui até 11 de Fevereiro hão-de aparecer mais. Pessoalmente, a questão continua a parecer-me tão elementar quanto isto: que direito tenho de decidir a vida da vizinha do lado?
domingo, janeiro 14, 2007
O Porto visto de Lisboa
Fico com a impressão que JMF perdeu uma excelente oportunidade de estar calado.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Preview La Féria
Descansa, as estrelas estão lá
"Vanitas"

Paula Rego está na moda em Portugal. Desta vez, foi a Gulbenkian a encomendar-lhe uma obra. O tríptico "vanitas" celebra o 50º aniversário da Fundação. Teve como ponto de partida um conto de Almeida Faria, agora reeditado, e vai ficar em exposição no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão.
O tríptico de Paula Rego é uma “reflexão visual acerca do próprio conceito de vanitas enquanto precariedade da nossa frágil existência humana”, disse o autor da história. Eduardo Lourenço, administrador da Fundação, escreve na introdução do conto agora reeditado: “É nas nossas mãos que está a folclórica foice, sem a sombra temerosa de Goya, rodeada de todos os brinquedos do nosso divertimento, indiferente ao tempo e à sua música mortal”.
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Rui Rio: obsessões, fobias, traumas
terça-feira, janeiro 09, 2007
Importa-se de explicar?
Ricardo Pais, hoje, em entrevista ao Diário de Notícias
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Do aborto. E da hipocrisia.
domingo, janeiro 07, 2007
FCP 0 - Atlético 1
Coisas que não disse nos últimos dias...
Execução de Saddam Hussain: Sou contra a pena de morte. E não é pelo nobre elogio da vida ou porque sou incapaz de reconhecer a alguém a autoridade para ceifar a vida de outrem. Sou contra a pena de morte sobretudo pelo que ela, no seu fim, contém de libertação. Um ditador morto por uma ínfima parte dos seus crimes incomoda-me. Incomoda-me a ausência de sofrimento prolongado. E incomoda-me que a sua morte, longe de resolver a guerra do Iraque, sirva apenas para a incendiar. Incomoda-me quase tanto como as aliviadas declarações de George Bush. Que pena não ser possível assistir também ao seu julgamento. Sem pena de morte.
Balanço televisivo Eduardo Cintra Torres: Um crítico a servir-se de um jornal de referência para exercer uma vigança em duas páginas inteirinhas contra a decisão do Conselho Regulador da ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). De acordo com ECT, a condenação do Conselho relativa ao texto onde escreveu que o Governo teria pressionado a RTP para não dar relevo aos incêndios florestais desse dia, protagoniza um dos piores momentos do ano. Diz ele sobre ele próprio. Lamentável. Para ele e para o Público.
2007
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Cultura da camioneta
Estrela cadente
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Os resistentes
Homem invisível
quarta-feira, dezembro 20, 2006
"À primeira vista"
Post-it
Escolhas do ano
Peça de teatro: Pillowman e Plasticina
Concerto: Antony and Jonhsons, no Teatro Circo, em Braga. E depois, alguns furos abaixo, Baby Dee, na Casa das Artes, em Famalicão; !!! (chk chk chk), na 14ª edição do Festival de Paredes de Coura; Final Fantasy, também na Casa das Artes, em Famalicão; e Undertow Orchestra, na Casa da Música, no Porto.
Livro português: "A casa quieta", de Rodrigo Guedes de Carvalho (que não é de 2006, mas é quase); e "Lume sobre cinzas" , de Raul Brandão. Num âmbito completamente diferente, também a "Anamnese".
Livro estrangeiro: "A minha mulher", de Anton Tchekov; "Saudade", de Ortega Y Gasset (que também é quase-quase deste ano); "O vento", de Claude Simon; "Gente Pobre" de Fiódor Dostoiévski (notável colecção das obras do autor na Editorial Presença); e "Várias vozes", de Harold Pinter.
Filme português: Confesso que só vi o Pele, de Fernando Vendrell. Vale o que vale.
Filme estrangeiro: Little Miss Sunshine e Children of men.
Exposição: Frida Kahlo, no CCB, em Lisboa; e serigrafias da Paula Rego na Galeria 111, no Porto, World Press Photo.
Canção: Blue world still be blue, dos Guillemots.
terça-feira, dezembro 19, 2006
MEC, o verdadeiro

Ontem, na Fnac, procurei o novo livro de Pedro Paixão, "Asfixia", porque me tinham dito que continha uma crónica dedicada a Miguel Esteves Cardoso. E é verdade. Está lá. Será talvez a única coisa que se aproveita das várias dezenas de páginas.
Big Ben
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Rui Rio e o Rivoli
domingo, dezembro 17, 2006
Maria de Buenos Aires
sábado, dezembro 16, 2006
Uma espécie de debate
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Carta aberta
quarta-feira, dezembro 13, 2006
"Eu, Maria Madalena"

domingo, dezembro 10, 2006
"Eu, Carolina Salgado"
Estou pouco interessada em saber se Carolina Salgado é ou foi uma puta. De primeira classe ou de classe nenhuma. Como estou pouco interessada em saber se Pinto da Costa aprecia esse tipo de escumalha. Puta ou não, Carolina é claramente escória. Porque só a escória não sabe estar à altura da sua própria privacidade e, infinitamente pior, da privacidade dos outros. Os relatos, paupérrimos, que vi transcritos nos jornais, da flatulência do presidente do FCP, dos bilhetes de amor que escreveu ou da sua higiene íntima deviam ser punidos por lei.
A mulher que agora se lembrou que é "mãe acima de tudo", uma mãe a lutar pela honra dos filhos - coitados!... -, bem como as pessoas que a estarão a instrumentalizar, deviam acabar no mesmo local onde eventualmente desejam que Pinto da Costa vá desaguar. Por co-autoria dos crimes, claro, mas também por existirem.
sábado, dezembro 09, 2006
quinta-feira, dezembro 07, 2006
terça-feira, dezembro 05, 2006
Amizade (?) II
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Amizade (?)
domingo, dezembro 03, 2006
Hi5 porcas - the end

Acabou um dos blogues que mais me divertia. O Hi5 Porcas, chegou ao fim. "Tentámos mostrar a Portugal e ao mundo os problemas que afectam hoje as jovens, que merecem ser controladas nos excessos de liberdade, e fizemos sempre com rigor, muito humor, bastante escárnio e por vezes com pena da ignorância de algumas Porcas; mas sobretudo muito profissionalismo e em bom português!", explicam os autores Pig e Porcus, no texto final.







