Pedro Burmester, director artístico da Casa da Música, em entrevista de Cesaltina Pinto, hoje, à Visão:
quinta-feira, novembro 23, 2006
Pedro Burmester na Visão
Pedro Burmester, director artístico da Casa da Música, em entrevista de Cesaltina Pinto, hoje, à Visão:
Quiz V
quarta-feira, novembro 22, 2006
Pause


terça-feira, novembro 21, 2006
Rewind
segunda-feira, novembro 20, 2006
Gregory Page
A propósito de música, vale a pena (vale mesmo a pena) ouvir "Love made me drunk" de Gregory Page. Subescrevo alguém: O disco "é simplesmente uma obra prima, sem um género bem definido, mas sem dúvida pop/rock, com muitas influências do jazz e da música Francesa". O mal é geral...

O Centro Cultural de Belém (CCB) decidiu substituir a "Festa da Música" por um evento chamado "Dias da Música", cuja primeira edição, a decorrer entre 20 e 22 de Abril do próximo ano, será dedicada ao piano. O motivo da substituição? O orçamento! A verba para este evento de recurso não deverá "ultrapassar um terço do da anterior iniciativa", explicou hoje à comunicação social António Mega Ferreira, director do CCB.
Aldina Duarte na Casa da Música
Aldina Duarte é a simplicidade. E a simplicidade desarma. Vi-a, há dois anos, no Senhor Vinho, em Lisboa, a encher, a contagiar a sala. Ontem, vi-a na Casa da Música, no Porto. Pareceu-me uma espécie de peixe fora-de-água. Como se o fado que canta não coubesse numa sala de ostentação. Uma sala preenchida por pouco mais de metade da lotação. Quem estava, estava de corpo e alma. Inteiro. Mas ela quase não falou. Disse uma única vez um "obrigada". Quase sussurrado. Ninguém se importou. Aldina Duarte não precisa de palavras faladas. Houve encore. "Ai meu amor se bastasse". E aplausos de pé.
sábado, novembro 18, 2006
As prioridades de Rui Rio
quinta-feira, novembro 16, 2006
"Cultura com mais peso na economia europeia do que sector automóvel"

Ricardo Pais na Visão
"Começar a acabar" - Beckett

É quase sempre assim: João Lagarto não precisa senão de si próprio para fazer do teatro uma arte maior. Num monólogo, este rigor será mais flagrante. Em “Começar a acabar”, patchwork de textos de Samuel Beckett cozidos pelo próprio dramaturgo e escritor irlandês, com remissões para algumas das suas obras mais emblemáticas – Molloy, Malone está a Morrer, À Espera de Godot, O Inominável, Watt, A Última Gravação de Krapp e Endgame –, o actor, que também é responsável pela tradução e encenação, solta o último sopro antes de morrer.
Isabel Pires de Lima versão TGV

O problema de algumas pessoas é não saberem dizer 'não'. E não terem a mínima noção do que ganhariam se o soubessem dizer. Isabel Pires de Lima, sem surpresa, é uma dessas criaturas. Lamentou, em Outubro, aos ex-ocupas do Rivoli não poder resolver-lhes/nos o problema - evitar a concessão do Teatro Municipal do Porto a entidades privadas - mas prometeu estar disponível para tertúlias. Seguramente - percebe-se agora -, na esperança de que eles não aceitassem a sua generosidade. Mas eles - azar o dela - aceitaram.
quarta-feira, novembro 15, 2006
Santana Lopes - "Percepções e Realidade"
Toda a gente tem necessidade de cumprir os seus lutos; toda a gente, a partir de determinado período, tem necessidade de enterrar a dor, digerir a mágoa, soltar da garganta o nó, e seguir em frente. Pedro Santana Lopes não é excepção. O menino-guerreiro precisava, confessou aos jornalistas, "encerrar um capítulo da sua vida política". É justo."O saque" - Joe Orton
"O Saque" é, como era o "Ubu's", de Alfred Jarry e outras encenações do director do TNSJ, uma comédia. Negra, neste caso. E Ricardo Pais não resiste a querer que nos lembremos ininterruptamente da etiqueta. Usa o burlesco, abusa do absurdo. O resultado, por vezes próximo de uma espécie de revista mais sofisticada, oscilará, naturalmente, de acordo com o juízo e gosto de cada um. Não é o meu registo de eleição. Mas no dia em que o homem que gosta de "sensações fortes" for embora, todos vamos sentir a falta dele.
O Saque, Joe Orton
Teatro Nacional São João, Porto
De 14 a 26 Novembro
Aldina Duarte

aldina duarte
terça-feira, novembro 14, 2006
Tienes fuego?

Já aqui tinha dito que sou, com exemplar frequência, a última a chegar às coisas - regra que pareço continuar a cumprir com invulgar precisão. À exposição de 162 dispositivos fotográficos que João Tabarra expôs no Centro de Arte de Santa Mónica, em Barcelona, chego com dois anos de atraso. E por um absoluto acaso. O exercício do artista - fotografar durante não sei quantas horas uma fogueira a arder - não seria motivo de referência se não tivesse tropeçado num maravilhoso texto seu, que não resisto a partilhar. Numa tradução esforçada de espanhol, que foi como o encontrei.
"Propôr acompanhar durante alguns segundos ou minutos uma projecção de dispositivos onde se manifesta e vê um homem a fazer uma fogueira limitando-se a alimentá-la, controlá-la, avivando ou diminuindo as chamas, dramatizando e manipulando em 162 imagens projectadas, momentos repetitivos de quase plena in(acção) é uma ideia que inicialmente me pareceu muito interessante.
Poderia representar um sinal de protesto, um aviso, uma mensagem (De fumo? De fogo?), um pedido de socorro, um acto revolucionário... talvez a proposta utópica de manter o fogo permanentemente aceso; ou, pelo contrário, mantê-lo por necessidade, pelo efeito neanderthaliano de que, quando se apaga, nada haverá que possua o conhecimento necessário para permitir voltar a fazer fogo, nada que conheça o segredo para voltar a acender a fogueira. Isto poderia ser uma metáfora de muitas coisas e talvez seja. Nesta fogueira de vaidades em que vivemos, e na qual nos vemos e revemos imersos, tudo é possível..."
domingo, novembro 12, 2006
Ainda o Antony II
Ainda o Antony I
Everything is new. As salas portuguesas nunca tinham visto Antony da forma como ele se mostrou, anteontem à noite, no Theatro Circo, em Braga. Por isso, a canção que o músico britânico escolheu para abrir o concerto soou como um aviso. E quem se propunha encontrar rótulos fáceis para descrever o que se passou no palco saiu com uma tarefa dificílima. Não há etiquetas prontas a usar para colar a uma voz que obriga quem a ouve a atravessar para o outro lado do espelho e a aproximar-se da fronteira, para lá da qual o mundo permanece inominável. Everything was new e, ao mesmo tempo, tão secularmente humano, ou não fossem as fronteiras pobres tentativas de arrumação dos monstros secretos que cada um mantém silenciados dentro de si.
sábado, novembro 11, 2006
"Turning" - Antony and the Johnsons
sexta-feira, novembro 10, 2006
É hoje! É hoje! É hoje!

Antony and the Johnsons e mais vinte performers apresentam hoje, em exclusivo para Portugal, o espectáculo "Turning". É no Teatro Circo, em Braga. Ansiedade em perigosa contagem decrescente.
quinta-feira, novembro 09, 2006
Quando a melhor Oposição é a que vem de dentro...
Pedro Duarte, actual vice-presidente da bancada do PSD no Parlamento, em entrevista ao JN:
"A imagem, que não é real, que o Porto vende ao país e ao mundo de ser uma cidade de costas voltadas para a cultura, é extraordinariamente negativa e espero que seja rapidamente invertida. (...) Evidentemente que o presidente da Câmara está envolvido nesse contexto e acaba por passar uma má imagem da cidade".
[Se houvesse eleições hoje] "Rui Rio obviamente não seria o candidato do PSD".
Estaremos sós?

O projecto fotográfico “Estaremos sós?” de António Chaves (Porto, 1957) inclui 18 imagens captadas nas cidades de Varanasi e Haridwar, fruto de viagens realizadas nos últimos anos à Índia. A ideia do fotógrafo é partilhar imagens que entende servirem "como calmantes à mente, por convidarem a um estado brando e contemplativo, pretendendo apelar à quietude, à paz de espírito e ao despertar da consciência espiritual de cada um".
Para ver a partir de hoje e até à véspera de Natal. No café Lusitano, no Porto; ou em Braga, no saudoso Deslize bar.
Ricardo Pais. Actos e variedades.
Quiz IV
quarta-feira, novembro 08, 2006
"Carta aberta ao presidente da CMP"
terça-feira, novembro 07, 2006
Mania da perseguição
domingo, novembro 05, 2006
Gone with the wind...
sábado, novembro 04, 2006
Depois disto sobra o quê?
sexta-feira, novembro 03, 2006
domingo, outubro 29, 2006
Diálogos pueris (fim)
quinta-feira, outubro 26, 2006
Portugal Fashion
quarta-feira, outubro 25, 2006
terça-feira, outubro 24, 2006
segunda-feira, outubro 23, 2006
Equador resulta de um plágio?
domingo, outubro 22, 2006
A "rivolução" de Pacheco Pereira (conclusão)
Que poderá saber Pacheco Pereira de uma cidade onde não vive quando defende que antes do 25 de Abril é que era? Antes do 25 de Abril é que "o povo - O povo?! Será que é isto que chateia Pacheco e todo o sequitozinho de Direita? Que o "povo" tenha descoberto outras coisas para lá daquelas a que o queriam limitar?! Que o povo tenha invadido universidades e alcançado horizontes que antes do 25 de Abril estavam apenas à disposição de uma minoria, essa sim, de elite?- dispunha de espectáculos de teatro, quer "sério", quer de revista, com a vinda regular das companhias de teatro de Lisboa ao Rivoli e ao Sá da Bandeira. Será que Pacheco sabe que agora não vêm só de Lisboa? Que vêm do mundo todo? Antes do 25 de Abril, continua, é que havia óperas, "óperas mais "fáceis" como O Barbeiro de Sevilha, o Rigoletto ou a Cavalaria Rusticana, mas era ópera e os espectáculos conheciam enchentes". Reparem bem no desdém: eram óperas mais fáceis mas para o povinho servia e o povinho ia. "Eram espectáculos populares e baratos".
sábado, outubro 21, 2006
Paulo Pimenta

O fotógrafo chama-se Paulo Pimenta. É repórter fotográfico do jornal Público desde 1997 e tem um dos meus olhares de eleição sobre as coisas, as pessoas e o resto. A exposição que tem patente até 9 de Novembro no espaço "Barba & Cabelo" [Rua S. João Bosco, nº 295, Porto] chama-se "Apontamentos de Paris em sete dias". Trancrevo o texto da exposição:
"Falamos de Paris, falamos de moda, falamos de estilistas e de cabeleireiros. E de "coiffure", e dos sorrisos dos cartazes, e das imagens trabalhadas e retocadas. Falamos de imagens, sim. Mas não destas reproduções retocadas e ampliadas em cartazes. Mas das imagens/apontamentos que nos chegam pela retina Paulo Pimenta e pela sua máquina de fotografar. Falamos, então, da imagem de sexta-feira, se a sequência começa à segunda, e se a cada apontamento de Paulo Pimenta corresponder a dia da semana. O título da sequência parece confirmá-lo: "Apontamentos de Paris em sete dias", e basta sabê-lo, para partimos em viagem. O homem que esconde o seu cabelo mas espreita a montra do "coiffeur" é um dos instantes que nos transportam para a Paris que não vem nos postais, mas onde, mesmo assim, conseguimos reconhecer sempre a cidade-luz.
É impossível não reconhecê-la, até porque a lente não fugiu do símbolo parisiense. Mas a Torre Eiffel muda de enquadramento, subalterniza-se para dar lugar a outro estilo de vida, parecendo posicionar-se num ghetto norte-americano. Mas a cidade aparece sempre reenquadrada pelo olhar singular do fotógrafo. A Paris cosmopolita, que alberga muitas comunidades, entre as quais a chinesa; a paris dos cafés e das portas abertas, das esquinas e dos cruzamentos; a Paris monumental, onde as peças de arte convivem com as esculturas vivas; a Paris do quotidiano e a Paris do futuro. Em cada dia, um apontamento. E em cada apontamento, uma visão. Em cada imagem, uma fracção de vida."
sexta-feira, outubro 20, 2006
Reposição da justiça
A "rivolução" de Pacheco Pereira
quinta-feira, outubro 19, 2006
Teatro Rivoli IV
quarta-feira, outubro 18, 2006
Teatro Rivoli III
terça-feira, outubro 17, 2006
Teatro Rivoli II
segunda-feira, outubro 16, 2006
Teatro Rivoli I
quinta-feira, outubro 12, 2006
Diálogos pueris IV
Ela: Quem? A tua mulher ou a tua amante?
Ele: Claro que não foi a minha mulher!
Ela: E acabou tudo porquê?
Ele: Porque queria casar comigo. Fez-me um ultimato.
Ela: Como queria casar contigo? Não sabe que és casado?
Ele: Claro que sabe. Mas queria na mesma. As mulheres, a partir de determinada altura, querem sempre casar comigo.
Ela: É aquele momento em que soa o "Game over. Next player", não é?
Ele: É. Porque as mulheres são todas umas burras!
Ela: Porquê?
Ele: Porque sabem que sou um filho-da-puta como marido e mesmo assim querem casar.
Ela: E como amante?
Ele: Nunca mais voltam a ter um como eu.
Ela: Vejo que a ruptura não afectou o teu ego...
Ele: Não tem nada a ver com ego; é a verdade. Elas sabem e mesmo assim querem casar. Parece que não gostam de ter só o lado bom da vida.
Ela: Achas que esse lado bom é uma mulher abdicar da sua vida, de eventualmente encontrar o seu amor exclusivo, para viver um amor pela metade?
Ele: Não é exactamente pela metade. Ela também era casada.
Ela: Não sabia.
Ele: Pois, mas era. Eu bem insisti para ela não se divorciar...
Ela: Divorciou?
Ele: Sim.
Ela: Ela também tem filhos?
Ele: Sim.
Ela: Há uma coisa que não percebo: por que que estás triste se não queres casar com ela?
Ele: Porque gostava dela. Porque ainda gosto. E porque ela é uma burra.
quarta-feira, outubro 11, 2006
Havia dúvidas?
Faz sentido, não faz?
A obscena senhora D
The Pillowman

"O escritor e o irmão do escritor"
terça-feira, outubro 10, 2006
Casa da Música

Quem estiver satisfeito com o rumo da Casa da Música ponha o dedo no ar! A Casa da Música de todos e de todas as músicas; a Casa da Música democrática; a Casa da Música que prometia dessacralizar a própria música; a Casa da Música que não nos iria permitir esquecer que a música existe, que a podemos aprender e apreender e que ela pode mudar a nossa vida; a Casa da Música que recordaria diariamente a importância histórica da música no Porto; a Casa da Música das permutas do que melhor se faz no mundo; a Casa da Música que não seria apenas o edifício de um arquitecto holandês reputado, nem apenas um edifício que nos custou cem milhões de euros; a Casa da Música que não seria apenas um manual de quezílias e histórias mal contadas. A Casa da Música que nos faria planar de orgulho, alguém se lembra? Quem achar que a missão está cumprida coloque, por favor, o dedo no ar.
segunda-feira, outubro 09, 2006
World Press Photo
quinta-feira, setembro 28, 2006
terça-feira, setembro 26, 2006
Cara ou coroa?
domingo, setembro 24, 2006
Filosofia
sexta-feira, setembro 22, 2006
Isabel Alves Costa
Guillemots

Blue world still be blue
It's not raining cats, it's not raining dogs
And pigs are not flying, or turning the cogs
The sun has no hat on, whenever it shines
And I've never seen a cat with nine lives
I'm not in a film, I'm not in a play
I saw no aliens today
I just saw you, and thought of me
And if I had you,
all the stars wouldn't fall from the sky,
and the moon wouldn't start to cry
There'd be no earthquakes
I'd still make mistakes
If i had you
Oh there'd still be day and night,
and I'd still do wrong and right
Ooh Blue would still be blue
But things would be easier with you
And this is no palace, the place that I live
And I am no king, but I've got things to give
And I waste so much time, thinking of time
And I should be out there, claiming what's mine
Any day I could die, just like I was born
And this bit in the middle is what I'm here for
And I just want to fill it all with joy
And if I had you,
all the stars wouldn't fall from the sky,
and the moon wouldn't start to cry
There'd be no earthquakes
I'd still make mistakes
If i had you
Oh there'd still be night and day,
and we'd all still have to pay
Ooh
Blue would still be blue
But things would just be easier with you
quarta-feira, setembro 20, 2006
Guillemots

A mais recente descoberta musical:
Annie, Let's Not Wait
I found something crying;
It was my soul
I fed it milk so it wouldn't grow old
We crossed the borderline at dawn and woke up in a field of corn
My father told me i was late
I better start oiling the gate
Said that those that rush will fall
But i don't want to wait for waves
I don't want to wait at all
Annie, let's not wait
Let's cross the river now
We could sit for years
Staring at our fears
Oh they're such pretty things
They're so cute
But our dreams are all we really need
To grow
I found something dying;
It was my light
It had resigned itself to night
So i threw it out a fishing line
And said catch your will and then catch mine
Annie, let's not wait
Let's cross the river now
We could sit for years
Staring at our fears
Oh they're such pretty things
They're so cute
But in the end they're just a suit
Oh annie let's not wait
Time's not on our side
Well it never was
You know that deep inside
Oh just look at you
With your ruffled hair
Oh i love you
And that's all you need to know annie annie
















