sexta-feira, julho 31, 2015

Milagre PAF faz puf*


O país está muito melhor. E não é de agora: já em fevereiro de 2014 o líder da bancada do PSD, Luís Montenegro, garantia que "a vida das pessoas não está melhor, mas a vida do país está muito melhor." Modéstia, já se vê. Sabemos agora que não é só "a vida do país" que melhorou, mas a das pessoas também - dizem-no em coro Passos e Portas. E melhorou em relação a quê? A 2011, que, como é sabido, é o princípio do mundo e medida de todas as coisas no que a PSD e CDS diz respeito.

Veja-se por exemplo o desemprego, segundo o porta-voz do PSD, Marco António Costa: "Face aos 661 mil desempregados existentes em junho de 2011, temos em junho de 2015 636 mil. Isto é, uma redução superior a 20 mil desempregados." E o centrista Nuno Magalhães coadjuva: "A taxa de desemprego de 12,4% em junho, divulgada pelo INE, está pela primeira vez abaixo da deixada pelo governo socialista que era de 12,7%."

Não é que suspeitemos da veracidade destas afirmações - por amor de deus, temos lá motivos - mas visitar os relatórios do INE é sempre interessante (embora enlouquecedoramente difícil, o que talvez explique o motivo pelo qual é tão fácil jogar com números sem contraditório). Ora se a estimativa do INE para o desemprego de junho de 2011 (até 2014 só eram apurados valores trimestrais) é a apresentada pela coligação, o problema é aquilo de que ela não fala, compreensivelmente: o número de empregados. Em junho de 2011 eram 4,703 milhões; em junho de 2015 são 4,494 milhões. Ou seja, 209 mil empregos a menos. Uma diferença que faz empalidecer um pouquinho a tal vantagem de "menos 20 mil desempregados" cantada por PSD e CDS.

Ou seja: para um nível de desemprego registado (fixem esta expressão, é importante) um pouco inferior temos muito menos empregados em junho de 2015 do que em junho de 2011. Portanto, não tendo morrido 200 mil pessoas em idade ativa nestes quatro anos, deveríamos ter muito mais desemprego registado. Por que não temos?

Uma das respostas tem que ver com os desempregados que já não estão nas estatísticas de procura de emprego porque desistiram de o procurar. No primeiro trimestre de 2015 (estes dados não estão ainda disponíveis para o segundo trimestre), o INE calcula em 256,8 mil o número de inativos "disponíveis" - ou seja, não são estudantes, reformados ou "domésticos" - que não procuram emprego; no segundo trimestre de 2011 seriam 146,8 mil. Concluindo: em junho de 2015 há mais 110 mil de-sempregados "desencorajados". E há ainda, claro, a emigração. Entre 2011 e 2014, a população em idade ativa (dos 15 aos 64) passou de 6 961 852 para 6 879 414. 82 438 pessoas, sobretudo na faixa etária entre os 20 e os 35, desapareceram das estatísticas. "O PSD fez contas", titulava ontem o DN online. Fez: à nossa distração e cansaço. A ver se a malabarice pega - outra vez.

Fernanda Câncio, hoje, DN

quinta-feira, julho 30, 2015

Mercury Rev em Braga



Treze anos depois de um abreviado concerto à chuva, em Coimbra, isto vai mesmo voltar a acontecer! Em Braga, ainda por cima, essa cidade onde é impossível não ser feliz.

Festival Gente Sentada, 19 de setembro, Theatro Circo

quarta-feira, julho 29, 2015

Wild by Jean-Marc Vallée ***



“One day we’ll wake to remember how lovely we are.”

terça-feira, julho 21, 2015

Italo Calvino: As cidades invisíveis


"Nesta altura Kublai Kan interrompia-o ou imaginava interrompê-lo, ou Marco Polo imaginava que era interrompido, com uma pergunta como: - Caminhas sempre de cabeça virada para trás? - ou: - O que vês está sempre nas tuas costas? - ou melhor: A tua viagem só se faz no passado?

Tudo para que Marco Polo pudesse explicar ou imaginar que explicava ou ser imaginado a explicar ou conseguir finalmente explicar a si próprio que aquilo que aquilo que ele procurava era sempre algo que estava diante de si, e mesmo que se tratasse do passado era um passado que mudava à medida que ele avançava na sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, digamos não o passado próximo a que cada dia que passa acrescenta um dia, mas o passado mais remoto. Chegado a qualquer nova cidade o viajante reencontra o seu passado que já não sabia que tinha: a estranheza do que já não somos ou já não possuímos espera-nos ao caminho nos lugares estranhos e não possuídos.

Marco entra numa cidade; vê alguém numa praça viver uma vida ou um instante que poderiam ser seus; no lugar daquele homem agora poderia estar ele se tivesse parado no tempo muito tempo antes, ou se muito tempo antes numa encruzilhada em vez de tomar uma estrela tivesse tomado a oposta e ao cabo de uma longa volta viesse encontrar-se no lugar daquele homem naquela praça. Agora, daquele seu passado verdadeiro ou hipotético ele está excluído: não pode parar; tem de prosseguir até outra cidade onde o espera outro seu passado, ou algo que talvez tivesse sido um seu possível futuro e agora é o presente de outro qualquer.

Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos.

- Viajas para reviver o teu passado? - era agora a pergunta de Kan, que também podia ser formulada assim: Viajas para achar o teu futuro?
E a resposta de Marco: - O algures é um espelho em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu, descobrindo o muito que não teve nem terá."

[Há livros que não leríamos se não nos chegassem às mãos pelas mãos de alguém. E que maravilha este ter chegado às nossas. Há relatos de cidades desejo, de cidades memória, de cidades de mortos, de cidades ocultas, de cidades que são nome de mulheres, há mil subtilezas no meio que prometem perseguir-nos e há - a minha parte preferida - os diálogos entre Marco Polo e Kublai Khan. Para quem gosta de realismo mágico. Obrigada, Pedro.]

segunda-feira, julho 20, 2015

Blue velvet

Italo calvino, As cidades invisíveis


"Nesta altura Kublai Kan interrompia-o ou imaginava interrompê-lo, ou Marco Polo imaginava que era interrompido, com uma pergunta como: - Caminhas sempre de cabeça virada para trás? - ou: - O que vês está sempre nas tuas costas? - ou melhor: A tua viagem só se faz no passado?

Tudo para que Marco Polo pudesse explicar ou imaginar que explicava ou ser imaginado a explicar ou conseguir finalmente explicar a si próprio que aquilo que aquilo que ele procurava era sempre algo que estava diante de si, e mesmo que se tratasse do passado era um passado que mudava à medida que ele avançava na sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, digamos não o passado próximo a que cada dia que passa acrescenta um dia, mas o passado mais remoto. Chegado a qualquer nova cidade o viajante reencontra o seu passado que já não sabia que tinha: a estranheza do que já não somos ou já não possuímos espera-nos ao caminho nos lugares estranhos e não possuídos.

Marco entra numa cidade; vê alguém numa praça viver uma vida ou um instante que poderiam ser seus; no lugar daquele homem agora poderia estar ele se tivesse parado no tempo muito tempo antes, ou se muito tempo antes numa encruzilhada em vez de tomar uma estrela tivesse tomado a oposta e ao cabo de uma longa volta viesse encontrar-se no lugar daquele homem naquela praça. Agora, daquele seu passado verdadeiro ou hipotético ele está excluído: não pode parar; tem de prosseguir até outra cidade onde o espera outro seu passado, ou algo que talvez tivesse sido um seu possível futuro e agora é o presente de outro qualquer.

Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos.

- Viajas para reviver o teu passado? - era agora a pergunta de Kan, que também podia ser formulada assim: Viajas para achar o teu futuro?
E a resposta de Marco: - O algures é um espelho em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu, descobrindo o muito que não teve nem terá."

As cidades invisíveis, Italo Calvino

[Há livros que não leríamos se não nos chegassem às mãos pelas mãos de alguém. E que maravilha este ter chegado às nossas. Há relatos de cidades desejo, de cidades memória, de cidades de mortos, de cidades ocultas, de cidades que são nome de mulheres, há mil subtilezas no meio que prometem perseguir-nos e há - a minha parte preferida - os diálogos entre Marco Polo e Kublai Khan. Para quem gosta de realismo mágico. Obrigada, Pedro.]


domingo, julho 19, 2015

Alexandre Quintanilha



Nunca partilho trabalho que assino. Nunca. É preciso acontecer alguma coisa muito rara para o fazer. É o caso da entrevista de Alexandre Quintanilha, hoje, no JN, uma conversa que nos reconcilia com a vida. Não sou eu, é ele que merece mesmo ser lido.

sábado, julho 18, 2015

Quem não ficar arrepiado que levante o braço



Thom Yorke Sing With Portishead At Latitude Festival

quinta-feira, julho 16, 2015

O Syriza já está destruído, podemos agora salvar a Grécia?*


Chegará o momento em que tiraremos as mãos das carteiras e as poremos na consciência. Chegará o momento em que já não veremos os ricos que roubaram mas os pobres que ficaram. Em que não quereremos ressarcimento mas reparação. Em que perceberemos que não se pede sequer solidariedade, mas piedade. Em que nem os sádicos se divertirão com o espetáculo degradante dos políticos gregos. A União Europeia foi longe de mais na violência estéril e vingativa. Para destruir o Syriza está a ceifar-se um povo. Já não é indignação, é súplica: SOS Grécia. E se tudo o resto falhar, apele-se à inteligência, que não é de esquerda nem de direita, pois é preciso mudar aquele plano que, além de horrível, é burro, é mau, é pior para todos.

Nos palácios de Bruxelas, nos sofás de Berlim ou mesmo nos bancos de jardim de Lisboa permanece apetecível distribuir culpas e medir ideologicamente o debate. Mas nas ruas de Atenas já passámos essa fase. Sobra o desespero de saber que nada vai valer a pena porque pagar ou não pagar parece indiferente, o tudo ou nada resultará sempre no pouco, no de menos, no insuficiente, porque o plano não funciona. Repito: a Grécia vai ter uma recessão pior do que a que os Estados Unidos viveram na Grande Depressão de 1929. Repito: o plano económico vai falhar porque foi concebido para falhar. Repito: desistimos dos gregos e resistimos a ver o desastre encomendado.

O bloco liderado pela Alemanha ficou tão furioso com o desplante do senhor Alexis Tsipras na marcação do referendo que quis devolver-lhe em dobro a lição de superioridade. Até se percebe a fúria, que segundo os relatos da reunião de domingo do Eurogrupo fez com que o senhor Wolfgang Schäuble berrasse. Alexis Tsipras foi arrogante, marcou um referendo pérfido e achou-se nimbado de invencibilidade com os resultados, como se fosse dar uma tareia moral aos demais Estados-membros. Mas a Alemanha quis tanto destruir o Syriza, por vingança e por dissuasão a que outros países elejam partidos radicais, que perdeu a noção da força. Mais um pacote recessivo vai destruir mais economia e mais emprego numa economia já exangue.

A vitória sobre Tsipras foi retumbante. Até o perdão da dívida, que o Syriza sempre reivindicou, é agora formalmente admitido pelo FMI, mas de forma a culpar o partido, que não mais tem nada para mostrar. É ridículo ouvir Alexis Tsipras dizer que assinou um acordo em que descrê. É degradante vê-lo tripudiar o próprio Syriza e ancorar-se nos deputados dos partidos que detesta e que o detestam a ele. É assustador ouvir a presidente do Parlamento (que pertence ao Syriza e se junta aos 40 deputados que se afastaram de Tsipras) falar em genocídio social. Mas a humilhação suprema talvez seja ver Tsipras dizer que não há alternativa. Tsipras, o temível mastim indomável, está amestrado como um caniche. Dá dó. A direita europeia rejubila. Também dá dó. Porque ninguém para, escuta e olha para perceber na loucura que estamos a patrocinar.

A loucura de ver um povo desesperado que, depois de cinco anos de austeridade duríssima, tem prometida nova dose de austeridade duríssima. A loucura de tornar o pagamento da dívida mais insustentável do que nunca, pela destruição económica provocada – se a Grécia sai do euro, os credores podem esquecer, vão receber raspas. A loucura de segregar dentro da União Europeia, cavando um fosso que nos vai apartar sabe-se lá até que lonjuras.

A Grécia só se livra desta sarna se, além do perdão de dívida que de qualquer forma terá, tiver um programa de estímulo económico. O mundo, aliás, só recuperou da Grande Depressão dessa maneira. Percebe-se a pulsão de obrigar o país a adotar as reformas estruturais nunca adotadas, incluindo a de ter um Estado que funcione e que cobre impostos. Mas não é destruindo o espaço político e aniquilando a economia que tal vai ser conseguido. A violência na Praça Syntagma é desenrolada por grupos anarcas ruidosos mas pouco representativos. A miséria que se alastra, não: é de todos.

É preciso mudar o plano. Somar à austeridade um programa de investimento que estimule a economia e que apoie casos sociais de pobreza. Isso é ser inteligente, até porque é a única forma de tentar recuperar parte da dívida. Talvez a linha dura dos alemães queira apenas humilhar o Syriza e tenha feito um plano para que, depois da capitulação de Tsipras, mude o plano para melhor. Até seria bom que isso fosse verdade. Seria maquiavélico mas, ao menos, saberíamos que a loucura iria mudar. E que, portanto, a Grécia haveria de ter uma saída da crise em vez de uma saída do euro. Para já, o que vemos é o que temos, um país inteiro a afundar-se na desgraça.

Os gregos estão desesperados porque a situação é desesperante. Coloquemo-nos no lugar deles por um minuto: um governo de extrema-esquerda ajoelhado depois de cinco anos de tareia, de desemprego e de austeridade, depois de décadas de corrupção e roubo institucionalizado com os governos de centro. E o que lhes dizem que se segue? Pobreza. Talvez a esta hora também estivéssemos na rua.

* Pedro Santos Guerreiro, hoje, no Expresso

quarta-feira, julho 15, 2015

Lello vs Shakespeare


Tudo bem, a Lello é uma das livrarias mais bonitas do mundo. Nunca tem quase nada do que se procura (o que torna, no mínimo, curioso o desconto do preço do bilhete nos livros adquiridos), mas tudo bem, é mesmo muito, muito bonita. E os donos podem legitimamente fazer dela o que quiserem, cobrar três, dez, trinta ou trezentos euros. E podem, para isso, alegar o que quiserem. E nós podemos concordar ou discordar. Por princípio, a limitação no acesso a uma casa com livros parece-me sempre errada. E depois ocorre-me logo a Shakespeare and Company, em Paris, que pode não ser uma das livrarias mais bonitas do mundo, mas é seguramente das mais românticas. É possível entrar, fotografar, ler livros, vasculhar livros, pegar, pousar, tocar piano, descansar numa cama, numa poltrona, escrever bilhetes numa antiquíssima máquina de escrever... e tudo sem pagar um tostão. Será que a Shakespeare tem menos de 4000 visitantes por dia? Duvido.

terça-feira, julho 14, 2015

"Sonho interdito: que os que nos desapareceram voltassem ao nosso convívio"


Vale tanto a pena ler a LER de Verão (dobro do tamanho, mesmo preço). Por várias razões, mas sobretudo pela entrevista de Eduardo Lourenço. Uma lição de História, de Humanidade, de humildade, de genialidade, de clarividência. Sobre Portugal e a descolonização, Portugal e a Europa, a Europa e a Rússia, a ciência e o perigo do sonho cartesiano, a religião e a "forma radical de liberdade onírica" que nos oferece, o colectivo e essa "invenção recente" que é o indivíduo, sobre a única forma de salvação de um país ser obviamente a educação. E sobre a morte, ou a eternidade, como se queira, traduzida nesse "sonho interdito", dito de forma tão simples e tão secretamente comum a todos nós: "que os que nos desapareceram voltassem ao nosso convívio". Isso seria a verdadeira eternidade.

segunda-feira, julho 13, 2015

Filipe Melo: Os últimos marinheiros


Quem há uns dez ou doze anos leu o primeiro livro de Filipa Melo ("Este é o meu corpo"), sabe o que é passar largos anos, em vão, à espera do livro seguinte. E entende a felicidade que é chegar a uma estação de serviço e tropeçar, finalmente, num novo livro. Mesmo que seja mínimo, mesmo que seja muito diferente. É uma reportagem, um retrato sobre essa coisa do mar, que nos é tão sensível, e "dos homens ao ritmo do mar", escrito da forma mais bela e emotiva que é possível.

"O avesso de um sonho. Muitos deles, perdidos sem salvação no meio do nevoeiro, abalroados por navios mercantes ou por transatlânticos, lançados contra as rochas ou icebergues, deitados à água pelo bater das caudas das baleias, feitos cadáveres com as mãos geladas como garras sobre os remos, esganados de fome, frio e sede, tantos, tantos deles selaram, como Yann, núpcias monstruosas com o mar."


quinta-feira, julho 09, 2015

Simple things



She said, I don't want a model
I don't want a movie star
You don't have to win the lotto
I want you to win my heart
Yeah, she said I just want someone true
She said I just want someone to, smoke with me babe
And lay with me babe
And laugh with me babe
I just want the simple things
Smoke with me babe
And laugh with me baby
And lay with me baby
Cause I just want the simple things
I just want you

terça-feira, julho 07, 2015

Catarina Santos vence Prémio Gazeta Multimédia





Reportagem da jornalista Catarina Santos na Sicília, sobre o drama dos migrantes que tentam chegar à Europa, conquista o prémio do Clube dos Jornalistas.

O drama de milhares de migrantes que todos os dias tentam chegar à Europa é o tema central de “A Sul da Sorte”,  reportagem da jornalista da Renascença Catarina Santos que venceu o prémio Gazeta Multimédia 2014.

"Utilizando diversos registos e meios, Catarina Santos mostra, com rigor e grande sensibilidade, os vários lados de um problema que já ultrapassou as fronteiras de Itália", escreve o júri no comunicado divulgado esta terça-feira.

Os prémios Gazeta são o mais prestigiado galardão do jornalismo português.

Manuel Carvalho e Manuel Roberto (imprensa), Mário Galego (rádio), Pedro Coelho (televisão), António Cotrim (fotografia) e Vânia Maia (revelação) foram outros vencedores dos Prémios Gazeta 2014. O júri distinguiu com o prémio Gazeta de Mérito o jornalista Fernando Paulouro e atribuiu o prémio da Imprensa Regional ao jornal "Soberania do Povo". O júri do prémio é constituído por Eugénio Alves (Clube dos Jornalistas), Cesário Borga (Clube dos Jornalistas), Elizabete Caramelo (docente universitária), Fernando Cascais (docente universitário e CENJOR), Fernando Correia (jornalista e docente universitário), Jorge Leitão Ramos (crítico de cinema e televisão), José Rebelo (docente universitário) e Paulo Martins (docente universitário e Comissão da Carteira).

Ver reportagem aqui: http://rr.sapo.pt/a-sul-da-sorte/

domingo, julho 05, 2015

Grécia II

Há dias assim, em que muita gente comenta a actualidade recorrendo a essa planta espermatófita que é o tomate. Não consigo deixar de pensar no que seria se também os tivéssemos em Portugal.

Grécia I

Há poucas coisas mais comoventes do que a coragem de quem tem todas as desculpas para a não ter.

sábado, julho 04, 2015

Who is next in line to get hurt



Lately i've been searching, searching for answers
I walk around the boulevards, looking for magicians
With a cold feet, black coat full of arms outstretched and a leading voice
And i can't help but shout at the top of my lungs
Who is next in line to get hurt
Who is next in line to get speared

sexta-feira, julho 03, 2015

quinta-feira, julho 02, 2015

Bergman inesgotável


Não é o Bergman todo, não é sequer o Bergman essencial (digo eu, que não sei nada), mas pronto, é o Bergman possível. Melhor que nada num lugar para onde o espólio da Cinemateca parecia não saber o caminho.
Começa hoje, no Campo Alegre, com "Luz de Inverno".

Explicou Bergman: "O filme está estreitamente ligado com a peça musical: a Sinfonia dos Salmos de Stravinsky. Ouvi-a na rádio, uma manhã, na Páscoa e acordou-me para a ideia de que gostaria de fazer um filme sobre uma igreja solitária nas planícies de Upsala. Alguém que entrasse na igreja, se fechasse nela, subisse ao altar e dissesse: "Deus, vou ficar aqui até que, de uma forma ou de outra, Tu me proves que existes. E vai ser o fim. Ou o Teu fim, ou o meu".